Yamaha Fazer 250: avaliação completa, preços FIPE e opinião [2026]

27 min de leitura
Yamaha Fazer 250 YS250 prata vista lateral completa no museu Yamaha

A Yamaha Fazer 250 (YS 250) foi uma das motos mais populares do Brasil entre 2005 e 2017. Versão carenada da consagrada Lander 250, ela conquistou motociclistas pela combinação de motor confiável, consumo econômico e preço acessível — tanto zero quanto no mercado de usados. Neste review completo, analisamos ficha técnica, preços FIPE atualizados, prós e contras, comparativo com concorrentes e FAQ para você decidir se vale a pena comprar.

Ficha técnica — Yamaha Fazer 250 (Blueflex 2016-2017)

Especificação Dados
Motor Monocilíndrico, 4 tempos, SOHC, 2 válvulas, arrefecimento a ar
Cilindrada 249 cc
Combustível Flex (gasolina e etanol)
Potência 21 cv a 7.500 rpm (gasolina) / 20,5 cv (etanol)
Torque 2,1 kgfm a 6.000 rpm
Câmbio 5 marchas
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Suspensão dianteira Garfo telescópico convencional, curso de 130 mm
Suspensão traseira Monoamortecedor, curso de 120 mm
Freio dianteiro Disco 282 mm
Freio traseiro Disco 220 mm (versões recentes) / Tambor (versões antigas)
Rodas Dianteira 17″ / Traseira 17″ (liga leve)
Tanque 14 litros
Peso (abastecida) 157 kg
Altura do assento 795 mm
Entre-eixos 1.340 mm
Consumo médio (gasolina) ~32 km/L (estrada) / ~27 km/L (cidade)
Consumo médio (etanol) ~24 km/L (estrada) / ~20 km/L (cidade)
Autonomia estimada 380–448 km (gasolina)

Fonte: Yamaha Motor Brasil

História e evolução da Fazer 250

A Yamaha Fazer 250 chegou ao mercado brasileiro em 2005 com uma proposta certeira: oferecer uma moto street de 250 cc com carenagem, posição de pilotagem confortável e motor herdado da já consagrada Lander 250. Era a resposta da Yamaha à dominância das Hondas no segmento — e funcionou. Em pouco tempo, a Fazer se tornou uma das motos mais vendidas do país.

A base mecânica era a mesma da Lander 250 (motor monocilíndrico de 249 cc), mas a Fazer trouxe uma identidade diferente: rodas de liga leve aro 17, carenagem aerodinâmica e posição de pilotagem mais voltada para estrada. Enquanto a Lander mirava quem gostava de chão de terra, a Fazer era para quem rodava asfalto — cidade e viagem.

Linha do tempo de atualizações

  • 2005: Lançamento da YS 250 Fazer com motor carburado de 249 cc e 21 cv. Primeiro modelo já vinha com disco dianteiro de 282 mm e rodas de liga leve.
  • 2006-2009: Consolidação no mercado. Atualizações de grafismo e cores a cada ano. Modelo carburado mantido sem grandes mudanças mecânicas.
  • 2010: Adoção de injeção eletrônica — mais economia, partidas a frio facilitadas e fim do fantasma do carburador entupindo. Marco importante na evolução do modelo.
  • 2012: Lançamento da Fazer 250 Blueflex — motor flex que aceita gasolina, etanol ou qualquer mistura. Freio traseiro a disco nas versões mais completas.
  • 2013-2015: Versões Limited Edition com cores exclusivas. Refinamentos no acabamento e painel.
  • 2016-2017: Últimos anos da geração YS 250. Modelo maduro, com todos os ajustes acumulados ao longo de 12 anos de produção.
  • 2018: A Fazer 250 é substituída por um modelo totalmente novo, com motor Blueflex de nova geração — encerra-se a era da YS 250.

A Yamaha seguiu a estratégia de evoluções incrementais, aprimorando o que funcionava sem arriscar mudanças radicais. Resultado: um motor extremamente conhecido por mecânicos e proprietários, com décadas de peças disponíveis no mercado. Para entender melhor a importância de verificar o histórico de um modelo tão longevo no mercado de usados, confira nosso guia sobre histórico veicular.

Desempenho e pilotagem

Motor e potência

O monocilíndrico de 249 cc entrega 21 cv a 7.500 rpm e torque de 2,1 kgfm a 6.000 rpm. Vamos ser diretos: não é uma moto potente. Com 21 cavalos, a Fazer 250 não vai impressionar ninguém em arrancadas ou ultrapassagens em rodovia. Mas esse nunca foi o objetivo dela.

O motor da Fazer brilha em outro lugar: confiabilidade e economia. É o tipo de propulsor que roda 100.000 km sem abrir o cabeçote, desde que as revisões sejam feitas no prazo. O torque em média rotação é suficiente para o trânsito urbano, e na estrada ela mantém 110 km/h com relativa tranquilidade — acima disso, a vibração do monocilíndrico começa a cobrar seu preço.

A versão Blueflex (2012+) trouxe a vantagem do motor flex. Na prática, o desempenho com gasolina é um fio melhor, mas a possibilidade de rodar com etanol faz diferença no bolso em estados onde o álcool é mais barato.

Suspensão e freios

Aqui a Fazer 250 mostra sua idade. A suspensão dianteira é um garfo telescópico convencional com 130 mm de curso — funcional para asfalto urbano, mas longe de ser sofisticada. Em estradas ruins ou piso irregular, o curso curto se faz sentir. A traseira, com monoamortecedor de 120 mm, é competente para o dia a dia, mas não espere performance off-road.

Os freios evoluíram ao longo dos anos. Os primeiros modelos vinham com disco dianteiro e tambor traseiro — combinação aceitável para 2005, mas limitada. A partir de 2012, as versões mais completas passaram a oferecer disco em ambas as rodas, com o dianteiro de 282 mm entregando boa potência de frenagem. Nenhuma versão da Fazer 250 ofereceu ABS — uma lacuna que se tornou cada vez mais evidente conforme o tempo passou.

Posição de pilotagem

A carenagem e a posição de pilotagem são dois dos maiores trunfos da Fazer. Com assento a 795 mm do solo, ela é acessível para a grande maioria dos pilotos — diferença brutal em relação às trails, que costumam ter assentos acima de 850 mm. Os pedaleiras e guidão formam um triângulo ergonômico equilibrado: nem muito agressivo, nem muito relaxado. É a moto que você consegue pilotar por 300 km sem dor nas costas.

A carenagem protege bem o torso do vento, especialmente em viagens. Comparada com nakeds da mesma cilindrada, a diferença no conforto em alta velocidade é perceptível.

Consumo real

Condição Gasolina Etanol
Cidade ~27 km/L ~20 km/L
Estrada ~32 km/L ~24 km/L
Misto ~29 km/L ~22 km/L

Com tanque de 14 litros, a autonomia varia de 280 km (etanol, cidade) a 448 km (gasolina, estrada). Na prática, quem roda no misto com gasolina pode esperar algo em torno de 400 km entre abastecimentos — excelente para viagens sem a paranoia de ficar procurando posto.

Preços FIPE — Yamaha Fazer 250 por ano

Valores de referência da Tabela FIPE (março/2026). Consulte a FIPE atualizada antes de negociar.

Ano/Modelo Versão Preço FIPE (referência)
2017 Fazer 250 Blueflex R$ 14.000 – R$ 16.500
2016 Fazer 250 Blueflex R$ 13.000 – R$ 15.500
2015 Fazer 250 Blueflex R$ 12.000 – R$ 14.500
2014 Fazer 250 Blueflex R$ 11.000 – R$ 13.500
2013 Fazer 250 Blueflex R$ 10.500 – R$ 13.000
2012 Fazer 250 R$ 9.500 – R$ 12.000
2011 Fazer 250 R$ 9.000 – R$ 11.500
2010 Fazer 250 R$ 8.500 – R$ 11.000
2008 Fazer 250 R$ 7.500 – R$ 10.000
2006 Fazer 250 R$ 6.500 – R$ 9.000

Tendência: A Fazer 250 mantém valores relativamente estáveis no mercado de usados, especialmente os modelos Blueflex (2012+). Como a produção da YS 250 encerrou em 2017, os exemplares em bom estado tendem a se valorizar com o tempo — é uma moto que já virou referência na categoria. Modelos carburados (pré-2010) são mais baratos, mas exigem atenção extra na manutenção. Antes de fechar negócio em uma usada, vale consultar a placa para verificar pendências, gravame e histórico de sinistro.

Principais problemas e manutenção

Problemas mais relatados por donos

  • Retentores do garfo dianteiro vazando: Problema clássico da Fazer 250, especialmente após 20.000 km em estradas ruins. O óleo começa a escorrer pela bengala e compromete a frenagem. Custo de reparo: R$ 150-300 (peças + mão de obra). Recomendável trocar preventivamente a cada 25.000 km.
  • Regulagem de válvulas negligenciada: O motor exige regulagem a cada 12.000-15.000 km, mas muitos donos esquecem ou ignoram. Válvulas fora de folga causam perda de potência, consumo irregular e, nos piores casos, danos ao cabeçote. É um serviço simples e barato — não pule.
  • Desgaste da coroa e corrente: O kit relação dura entre 20.000 e 30.000 km, dependendo do uso e da lubrificação. Sinal de desgaste: corrente com folga excessiva e dentes da coroa afiados. Rodar com kit gasto prejudica o câmbio e o consumo.
  • Carburador entupindo (modelos pré-2010): As versões carburadas sofrem se ficam paradas por semanas. A gasolina evapora e deixa resíduos que entopem os giclês. Solução: limpar o carburador (R$ 80-150) ou manter a moto rodando regularmente.
  • Vibração no guidão acima de 100 km/h: Característica inerente ao motor monocilíndrico de 249 cc — não é defeito. Em velocidade de cruzeiro acima de 100 km/h, as mãos formigam. Pesos de guidão e manoplas antivibração amenizam, mas não eliminam.
  • CDI queimado (modelos antigos): Modelos até 2010 são suscetíveis a falha no CDI (módulo de ignição). Sintomas: falhas de ignição, motor morrendo sem motivo. Peça original custa R$ 200-400.
  • Embreagem patinando: Após 40.000+ km, as lonas de embreagem perdem aderência. A moto acelera mas não puxa — especialmente em marchas altas. Custo da troca: R$ 200-400 (peças + mão de obra).

Custos de manutenção

Item Intervalo Custo estimado
Revisão básica (óleo + filtros) A cada 5.000 km R$ 120 – R$ 200
Pneus (par) A cada 15.000 – 20.000 km R$ 350 – R$ 600
Kit relação (coroa + pinhão + corrente) A cada 20.000 – 30.000 km R$ 130 – R$ 220
Pastilhas de freio (par) A cada 10.000 – 15.000 km R$ 50 – R$ 100
Retentores do garfo A cada 25.000 – 35.000 km R$ 150 – R$ 300
Regulagem de válvulas A cada 12.000 – 15.000 km R$ 100 – R$ 200

A manutenção da Fazer 250 é uma das mais baratas do segmento de 250 cc. O motor é compartilhado com a Lander 250, então peças são abundantes — desde concessionárias até lojas de autopeças de bairro. Praticamente qualquer mecânico de moto no Brasil conhece esse motor de olhos fechados. Para verificar se o modelo que você está de olho teve algum recall, consulte o site da Yamaha ou o portal do Procon.

Pontos fortes e fracos

👍 Pontos fortes

  • Motor imbatível em confiabilidade: O monocilíndrico da Lander/Fazer é um dos motores mais duráveis já feitos no Brasil — roda 100.000 km sem drama
  • Consumo excelente: Até 32 km/L na estrada com gasolina — rivais na mesma cilindrada não chegam perto
  • Manutenção extremamente barata: Peças abundantes, mão de obra acessível, qualquer mecânico conhece o motor
  • Posição de pilotagem confortável: Assento a 795 mm, carenagem e ergonomia pensados para horas de estrada sem fadiga
  • Autonomia impressionante: 380-448 km com tanque cheio na gasolina — viaje tranquilo sem depender de postos
  • Preço acessível no mercado de usados: A partir de R$ 6.500 para modelos mais antigos — uma das melhores relações custo-benefício em duas rodas
  • Ideal para iniciantes: Motor dócil, assento baixo e comportamento previsível — perfeita para quem está começando
  • Carenagem protege do vento: Vantagem real sobre nakeds da mesma faixa, especialmente em viagens acima de 80 km/h

👎 Pontos fracos

  • Motor de 21 cv é limitado: Ultrapassagens em rodovia exigem planejamento — não espere respostas instantâneas
  • Design datado nos modelos antigos: Os primeiros anos (2005-2011) mostram a idade no acabamento e nos grafismos
  • Suspensão básica: Garfo convencional sem ajustes e curso curto (130 mm) — sofre em estradas esburacadas
  • Sem ABS em nenhuma versão: A maior lacuna da Fazer 250 — em 2017, já era item esperado no segmento
  • Freio traseiro a tambor nos modelos antigos: Só virou disco nas versões mais recentes — nas antigas, a frenagem traseira é fraca
  • Vibração em alta velocidade: Acima de 100 km/h, o monocilíndrico vibra bastante — mãos formigam em viagens longas
  • Acabamento plástico frágil: As carenagens quebram fácil em quedas ou mesmo com o uso — peça de reposição nem sempre encaixa perfeito

Comparativo: Fazer 250 vs concorrentes

Especificação Yamaha Fazer 250 Honda CB 250 Twister Honda CG 160 Titan Dafra Apache RTR 200
Cilindrada 249 cc 249 cc 162 cc 199 cc
Potência 21 cv 22,4 cv 15 cv 20,5 cv
Torque 2,1 kgfm 2,2 kgfm 1,47 kgfm 1,8 kgfm
Peso 157 kg 153 kg 130 kg 148 kg
Tanque 14 L 12 L 12 L 12 L
Flex Sim (2012+) Sim Sim Não
ABS Não Sim (CBS) Não (CBS) Não
Preço usado ~R$ 9.000 – R$ 16.500 ~R$ 12.000 – R$ 18.000 ~R$ 10.000 – R$ 16.000 ~R$ 10.000 – R$ 14.000
Vocação Street-touring carenada Naked urbana/estrada Urbana econômica Sport urbana

Resumo do comparativo:

  • Vs Honda CB 250 Twister: A Twister é a rival mais direta — motor semelhante, mas em formato naked. A Fazer leva vantagem na proteção aerodinâmica (carenagem), autonomia (tanque maior) e preço de usado (mais barata). A Twister vence no design mais moderno e tem CBS. Para uso misto cidade + viagem, a Fazer é superior. Para cidade pura, a Twister é mais ágil.
  • Vs Honda CG 160 Titan: Comparação injusta em potência (21 cv vs 15 cv), mas a CG 160 é absurdamente econômica e barata de manter. Se o uso é 100% urbano e a prioridade é custo mínimo, a CG vence. Para estrada e viagem, a Fazer é outra categoria.
  • Vs Dafra Apache RTR 200: A Apache tem apelo esportivo e preço atraente, mas a rede de manutenção Dafra é limitada no interior do Brasil. A Fazer ganha em confiabilidade comprovada, disponibilidade de peças e valor de revenda.

Para comparar os preços atualizados de cada modelo, consulte a tabela FIPE. Se está em dúvida entre a Fazer e uma trail, veja também nosso review completo da Honda XRE 300.

Para quem a Fazer 250 é indicada?

Iniciante que quer uma moto segura para aprender

A Fazer 250 é uma das melhores opções do mercado para quem está tirando a carteira de moto ou tem pouca experiência. O motor é dócil e previsível — não puxa forte o suficiente para assustar. O assento a 795 mm permite que pilotos de 1,65 m+ apoiem os pés com conforto. E se a moto cair no estacionamento (vai acontecer), o custo de reparo é baixo. Muitas autoescolas usam a Fazer/Lander justamente por esses motivos.

Motociclista urbano que prioriza economia

Para quem roda 30-50 km por dia no trânsito, a Fazer 250 faz um sentido financeiro difícil de bater. Consumo de 27 km/L na cidade, manutenção barata, IPVA acessível por ser uma 250 cc e seguro mais em conta que motos de maior cilindrada. A carenagem ainda protege da chuva e do vento frio no inverno — detalhe que só quem pilota naked no frio de Curitiba entende.

Viajante com orçamento enxuto

A Fazer 250 é a companheira de viagem dos motociclistas que não querem (ou não podem) investir em uma adventure de 300-500 cc. Autonomia de 400+ km, posição confortável, carenagem e bagageiros fáceis de instalar. Ela não é rápida, mas é incansável — o tipo de moto que faz São Paulo a Florianópolis sem reclamar. Milhares de Fazers já cruzaram o Brasil de ponta a ponta.

Quem busca uma segunda moto para o dia a dia

Motociclistas que já têm uma moto maior para lazer costumam escolher a Fazer 250 como “moto de trabalho”. É barata de operar, fácil de estacionar, não preocupa se riscar e resolve qualquer deslocamento urbano com eficiência. Se roubarem, o prejuízo é administrável.

Dicas para comprar uma Fazer 250 usada

  • Verifique o histórico: Consulte a placa para checar multas, gravame, sinistro e restrições antes de fechar negócio. A Fazer é uma das motos mais roubadas do Brasil — um histórico limpo é essencial.
  • Confira a quilometragem real: Compare o hodômetro com o desgaste de pedaleiras, manoplas, assento e alavancas. Fazer com 20.000 km no painel mas pedaleiras raspadas até o metal é sinal de alerta.
  • Teste a suspensão dianteira: Empurre a moto para baixo com força e observe a bengala. Se houver óleo escorrendo nos retentores, some R$ 250 ao custo total — vai precisar trocar.
  • Ouça o motor frio: Peça para ligar a moto com o motor frio. Deve pegar de primeira (modelos com injeção). Barulho de “clique-clique” no cabeçote indica válvulas fora de regulagem — negociável, mas custa R$ 100-200 para ajustar.
  • Verifique o kit relação: Puxe a corrente para cima na parte inferior do balança. Se levantar mais de 3 cm, está no limite. Dentes da coroa afiados ou quebrados significam troca imediata (R$ 130-220).
  • Prefira Blueflex (2012+): Modelos com injeção eletrônica e motor flex têm melhor valor de revenda, menos problemas e mais flexibilidade no abastecimento. O investimento extra compensa.
  • Cheque as carenagens: Procure por trincas, remendos com cola ou parafusos faltando. Carenagem remendada indica queda — e pode esconder danos estruturais no chassi ou guidão.
  • Peça a documentação completa: DUT em dia, IPVA pago, sem multas. Verifique se o número do chassi bate com o documento. Na dúvida, faça uma consulta veicular completa.

Veredicto: vale a pena comprar?

Nota: 7,5/10

A Yamaha Fazer 250 não é a moto mais moderna, nem a mais potente, nem a mais bonita da categoria. Mas é, sem sombra de dúvida, uma das mais inteligentes. O motor monocilíndrico de 249 cc é uma prova de que simplicidade bem executada funciona — 12 anos de produção sem mudanças radicais no propulsor não é acidente, é mérito.

Os 21 cavalos são suficientes para a imensa maioria dos cenários reais de uso: trânsito urbano, viagens em rodovias estaduais, deslocamentos diários. Onde ela tropeça é na falta de ABS (imperdoável para os padrões de 2017), na suspensão básica e na potência limitada para ultrapassagens rápidas em rodovia.

Para quem busca uma moto econômica, confiável e com custo de manutenção imbatível, a Fazer 250 usada é uma das melhores compras do mercado brasileiro. O preço de entrada a partir de R$ 6.500 por um modelo funcional e rodando é difícil de bater. E se a prioridade for o melhor custo por quilômetro rodado, poucas motos no Brasil fazem frente.

A nota 7,5 reflete exatamente o que a Fazer é: uma moto que faz muito bem o básico, com custo extremamente baixo — mas que deixa a desejar em refinamento, tecnologia e emoção. Se você precisa de praticidade e economia, vai se apaixonar. Se busca adrenalina e tecnologia, olhe para outra direção.

Perguntas frequentes sobre a Yamaha Fazer 250

Qual o consumo real da Yamaha Fazer 250?

O consumo real varia entre 27 km/L na cidade e 32 km/L na estrada com gasolina. Com etanol, espere cerca de 20 km/L na cidade e 24 km/L na estrada. A autonomia com tanque cheio (14 litros) chega a 448 km na estrada com gasolina — um dos melhores números do segmento de 250 cc.

A Fazer 250 é boa para viagem?

Sim, é uma das motos mais usadas para viagens no Brasil. A carenagem protege do vento, a posição de pilotagem é confortável, a autonomia ultrapassa 400 km e o consumo é baixo. A limitação é a potência de 21 cv, que torna ultrapassagens em rodovia mais planejadas. Para viagens de até 500 km por dia em ritmo tranquilo, é uma companheira excelente.

Yamaha Fazer 250 tem ABS?

Não. Nenhuma versão da Fazer 250 (2005-2017) foi equipada com ABS ou CBS. É uma das maiores lacunas do modelo. Em piso molhado ou frenagens de emergência, o piloto precisa dosar a força nos freios manualmente. Se ABS for prioridade, considere modelos mais recentes de outras marcas.

Qual o preço de uma Fazer 250 usada?

Os preços variam de R$ 6.500 (modelo 2006) a R$ 16.500 (modelo 2017 Blueflex), dependendo do ano, quilometragem e estado de conservação. Os modelos Blueflex (2012-2017) concentram a melhor relação custo-benefício. Consulte a Tabela FIPE para valores atualizados.

Fazer 250 ou CB 250 Twister: qual escolher?

A Fazer 250 vence em proteção aerodinâmica (carenagem), autonomia (tanque de 14 L vs 12 L) e preço de usado. A CB 250 Twister tem design mais moderno, CBS e é ligeiramente mais leve. Para uso misto com viagens, a Fazer é superior. Para cidade com prioridade em estilo, a Twister leva vantagem.

Quais os principais problemas da Fazer 250?

Os problemas mais comuns são: vazamento dos retentores do garfo (após 20.000 km), regulagem de válvulas negligenciada, desgaste do kit relação (a cada 20.000-30.000 km), carburador entupindo nos modelos pré-2010 e vibração acima de 100 km/h. Nenhum é grave ou caro de resolver — a manutenção preventiva elimina a maioria.

A Fazer 250 serve para iniciantes?

Sim, é uma das melhores opções para iniciantes. O motor de 21 cv é dócil e previsível, o assento a 795 mm é acessível para a maioria dos pilotos e o comportamento em baixa velocidade é estável. Muitas autoescolas usam a Fazer/Lander como moto de treinamento justamente pela facilidade de pilotagem.

Quanto custa a manutenção da Fazer 250?

A revisão básica (óleo + filtros) custa entre R$ 120 e R$ 200 a cada 5.000 km. Pneus duram 15.000-20.000 km (R$ 350-600 o par). O kit relação custa R$ 130-220 e dura 20.000-30.000 km. É uma das motos mais baratas de manter no Brasil — o motor é amplamente conhecido e peças são encontradas em qualquer cidade do país.

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