A Yamaha Fazer 250 (YS 250) foi uma das motos mais populares do Brasil entre 2005 e 2017. Versão carenada da consagrada Lander 250, ela conquistou motociclistas pela combinação de motor confiável, consumo econômico e preço acessível — tanto zero quanto no mercado de usados. Neste review completo, analisamos ficha técnica, preços FIPE atualizados, prós e contras, comparativo com concorrentes e FAQ para você decidir se vale a pena comprar.
Ficha técnica — Yamaha Fazer 250 (Blueflex 2016-2017)
| Especificação | Dados |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, 4 tempos, SOHC, 2 válvulas, arrefecimento a ar |
| Cilindrada | 249 cc |
| Combustível | Flex (gasolina e etanol) |
| Potência | 21 cv a 7.500 rpm (gasolina) / 20,5 cv (etanol) |
| Torque | 2,1 kgfm a 6.000 rpm |
| Câmbio | 5 marchas |
| Alimentação | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica |
| Suspensão dianteira | Garfo telescópico convencional, curso de 130 mm |
| Suspensão traseira | Monoamortecedor, curso de 120 mm |
| Freio dianteiro | Disco 282 mm |
| Freio traseiro | Disco 220 mm (versões recentes) / Tambor (versões antigas) |
| Rodas | Dianteira 17″ / Traseira 17″ (liga leve) |
| Tanque | 14 litros |
| Peso (abastecida) | 157 kg |
| Altura do assento | 795 mm |
| Entre-eixos | 1.340 mm |
| Consumo médio (gasolina) | ~32 km/L (estrada) / ~27 km/L (cidade) |
| Consumo médio (etanol) | ~24 km/L (estrada) / ~20 km/L (cidade) |
| Autonomia estimada | 380–448 km (gasolina) |
Fonte: Yamaha Motor Brasil
História e evolução da Fazer 250
A Yamaha Fazer 250 chegou ao mercado brasileiro em 2005 com uma proposta certeira: oferecer uma moto street de 250 cc com carenagem, posição de pilotagem confortável e motor herdado da já consagrada Lander 250. Era a resposta da Yamaha à dominância das Hondas no segmento — e funcionou. Em pouco tempo, a Fazer se tornou uma das motos mais vendidas do país.
A base mecânica era a mesma da Lander 250 (motor monocilíndrico de 249 cc), mas a Fazer trouxe uma identidade diferente: rodas de liga leve aro 17, carenagem aerodinâmica e posição de pilotagem mais voltada para estrada. Enquanto a Lander mirava quem gostava de chão de terra, a Fazer era para quem rodava asfalto — cidade e viagem.
Linha do tempo de atualizações
- 2005: Lançamento da YS 250 Fazer com motor carburado de 249 cc e 21 cv. Primeiro modelo já vinha com disco dianteiro de 282 mm e rodas de liga leve.
- 2006-2009: Consolidação no mercado. Atualizações de grafismo e cores a cada ano. Modelo carburado mantido sem grandes mudanças mecânicas.
- 2010: Adoção de injeção eletrônica — mais economia, partidas a frio facilitadas e fim do fantasma do carburador entupindo. Marco importante na evolução do modelo.
- 2012: Lançamento da Fazer 250 Blueflex — motor flex que aceita gasolina, etanol ou qualquer mistura. Freio traseiro a disco nas versões mais completas.
- 2013-2015: Versões Limited Edition com cores exclusivas. Refinamentos no acabamento e painel.
- 2016-2017: Últimos anos da geração YS 250. Modelo maduro, com todos os ajustes acumulados ao longo de 12 anos de produção.
- 2018: A Fazer 250 é substituída por um modelo totalmente novo, com motor Blueflex de nova geração — encerra-se a era da YS 250.
A Yamaha seguiu a estratégia de evoluções incrementais, aprimorando o que funcionava sem arriscar mudanças radicais. Resultado: um motor extremamente conhecido por mecânicos e proprietários, com décadas de peças disponíveis no mercado. Para entender melhor a importância de verificar o histórico de um modelo tão longevo no mercado de usados, confira nosso guia sobre histórico veicular.
Desempenho e pilotagem
Motor e potência
O monocilíndrico de 249 cc entrega 21 cv a 7.500 rpm e torque de 2,1 kgfm a 6.000 rpm. Vamos ser diretos: não é uma moto potente. Com 21 cavalos, a Fazer 250 não vai impressionar ninguém em arrancadas ou ultrapassagens em rodovia. Mas esse nunca foi o objetivo dela.
O motor da Fazer brilha em outro lugar: confiabilidade e economia. É o tipo de propulsor que roda 100.000 km sem abrir o cabeçote, desde que as revisões sejam feitas no prazo. O torque em média rotação é suficiente para o trânsito urbano, e na estrada ela mantém 110 km/h com relativa tranquilidade — acima disso, a vibração do monocilíndrico começa a cobrar seu preço.
A versão Blueflex (2012+) trouxe a vantagem do motor flex. Na prática, o desempenho com gasolina é um fio melhor, mas a possibilidade de rodar com etanol faz diferença no bolso em estados onde o álcool é mais barato.
Suspensão e freios
Aqui a Fazer 250 mostra sua idade. A suspensão dianteira é um garfo telescópico convencional com 130 mm de curso — funcional para asfalto urbano, mas longe de ser sofisticada. Em estradas ruins ou piso irregular, o curso curto se faz sentir. A traseira, com monoamortecedor de 120 mm, é competente para o dia a dia, mas não espere performance off-road.
Os freios evoluíram ao longo dos anos. Os primeiros modelos vinham com disco dianteiro e tambor traseiro — combinação aceitável para 2005, mas limitada. A partir de 2012, as versões mais completas passaram a oferecer disco em ambas as rodas, com o dianteiro de 282 mm entregando boa potência de frenagem. Nenhuma versão da Fazer 250 ofereceu ABS — uma lacuna que se tornou cada vez mais evidente conforme o tempo passou.
Posição de pilotagem
A carenagem e a posição de pilotagem são dois dos maiores trunfos da Fazer. Com assento a 795 mm do solo, ela é acessível para a grande maioria dos pilotos — diferença brutal em relação às trails, que costumam ter assentos acima de 850 mm. Os pedaleiras e guidão formam um triângulo ergonômico equilibrado: nem muito agressivo, nem muito relaxado. É a moto que você consegue pilotar por 300 km sem dor nas costas.
A carenagem protege bem o torso do vento, especialmente em viagens. Comparada com nakeds da mesma cilindrada, a diferença no conforto em alta velocidade é perceptível.
Consumo real
| Condição | Gasolina | Etanol |
|---|---|---|
| Cidade | ~27 km/L | ~20 km/L |
| Estrada | ~32 km/L | ~24 km/L |
| Misto | ~29 km/L | ~22 km/L |
Com tanque de 14 litros, a autonomia varia de 280 km (etanol, cidade) a 448 km (gasolina, estrada). Na prática, quem roda no misto com gasolina pode esperar algo em torno de 400 km entre abastecimentos — excelente para viagens sem a paranoia de ficar procurando posto.
Preços FIPE — Yamaha Fazer 250 por ano
Valores de referência da Tabela FIPE (março/2026). Consulte a FIPE atualizada antes de negociar.
| Ano/Modelo | Versão | Preço FIPE (referência) |
|---|---|---|
| 2017 | Fazer 250 Blueflex | R$ 14.000 – R$ 16.500 |
| 2016 | Fazer 250 Blueflex | R$ 13.000 – R$ 15.500 |
| 2015 | Fazer 250 Blueflex | R$ 12.000 – R$ 14.500 |
| 2014 | Fazer 250 Blueflex | R$ 11.000 – R$ 13.500 |
| 2013 | Fazer 250 Blueflex | R$ 10.500 – R$ 13.000 |
| 2012 | Fazer 250 | R$ 9.500 – R$ 12.000 |
| 2011 | Fazer 250 | R$ 9.000 – R$ 11.500 |
| 2010 | Fazer 250 | R$ 8.500 – R$ 11.000 |
| 2008 | Fazer 250 | R$ 7.500 – R$ 10.000 |
| 2006 | Fazer 250 | R$ 6.500 – R$ 9.000 |
Tendência: A Fazer 250 mantém valores relativamente estáveis no mercado de usados, especialmente os modelos Blueflex (2012+). Como a produção da YS 250 encerrou em 2017, os exemplares em bom estado tendem a se valorizar com o tempo — é uma moto que já virou referência na categoria. Modelos carburados (pré-2010) são mais baratos, mas exigem atenção extra na manutenção. Antes de fechar negócio em uma usada, vale consultar a placa para verificar pendências, gravame e histórico de sinistro.
Principais problemas e manutenção
Problemas mais relatados por donos
- Retentores do garfo dianteiro vazando: Problema clássico da Fazer 250, especialmente após 20.000 km em estradas ruins. O óleo começa a escorrer pela bengala e compromete a frenagem. Custo de reparo: R$ 150-300 (peças + mão de obra). Recomendável trocar preventivamente a cada 25.000 km.
- Regulagem de válvulas negligenciada: O motor exige regulagem a cada 12.000-15.000 km, mas muitos donos esquecem ou ignoram. Válvulas fora de folga causam perda de potência, consumo irregular e, nos piores casos, danos ao cabeçote. É um serviço simples e barato — não pule.
- Desgaste da coroa e corrente: O kit relação dura entre 20.000 e 30.000 km, dependendo do uso e da lubrificação. Sinal de desgaste: corrente com folga excessiva e dentes da coroa afiados. Rodar com kit gasto prejudica o câmbio e o consumo.
- Carburador entupindo (modelos pré-2010): As versões carburadas sofrem se ficam paradas por semanas. A gasolina evapora e deixa resíduos que entopem os giclês. Solução: limpar o carburador (R$ 80-150) ou manter a moto rodando regularmente.
- Vibração no guidão acima de 100 km/h: Característica inerente ao motor monocilíndrico de 249 cc — não é defeito. Em velocidade de cruzeiro acima de 100 km/h, as mãos formigam. Pesos de guidão e manoplas antivibração amenizam, mas não eliminam.
- CDI queimado (modelos antigos): Modelos até 2010 são suscetíveis a falha no CDI (módulo de ignição). Sintomas: falhas de ignição, motor morrendo sem motivo. Peça original custa R$ 200-400.
- Embreagem patinando: Após 40.000+ km, as lonas de embreagem perdem aderência. A moto acelera mas não puxa — especialmente em marchas altas. Custo da troca: R$ 200-400 (peças + mão de obra).
Custos de manutenção
| Item | Intervalo | Custo estimado |
|---|---|---|
| Revisão básica (óleo + filtros) | A cada 5.000 km | R$ 120 – R$ 200 |
| Pneus (par) | A cada 15.000 – 20.000 km | R$ 350 – R$ 600 |
| Kit relação (coroa + pinhão + corrente) | A cada 20.000 – 30.000 km | R$ 130 – R$ 220 |
| Pastilhas de freio (par) | A cada 10.000 – 15.000 km | R$ 50 – R$ 100 |
| Retentores do garfo | A cada 25.000 – 35.000 km | R$ 150 – R$ 300 |
| Regulagem de válvulas | A cada 12.000 – 15.000 km | R$ 100 – R$ 200 |
A manutenção da Fazer 250 é uma das mais baratas do segmento de 250 cc. O motor é compartilhado com a Lander 250, então peças são abundantes — desde concessionárias até lojas de autopeças de bairro. Praticamente qualquer mecânico de moto no Brasil conhece esse motor de olhos fechados. Para verificar se o modelo que você está de olho teve algum recall, consulte o site da Yamaha ou o portal do Procon.
Pontos fortes e fracos
👍 Pontos fortes
- Motor imbatível em confiabilidade: O monocilíndrico da Lander/Fazer é um dos motores mais duráveis já feitos no Brasil — roda 100.000 km sem drama
- Consumo excelente: Até 32 km/L na estrada com gasolina — rivais na mesma cilindrada não chegam perto
- Manutenção extremamente barata: Peças abundantes, mão de obra acessível, qualquer mecânico conhece o motor
- Posição de pilotagem confortável: Assento a 795 mm, carenagem e ergonomia pensados para horas de estrada sem fadiga
- Autonomia impressionante: 380-448 km com tanque cheio na gasolina — viaje tranquilo sem depender de postos
- Preço acessível no mercado de usados: A partir de R$ 6.500 para modelos mais antigos — uma das melhores relações custo-benefício em duas rodas
- Ideal para iniciantes: Motor dócil, assento baixo e comportamento previsível — perfeita para quem está começando
- Carenagem protege do vento: Vantagem real sobre nakeds da mesma faixa, especialmente em viagens acima de 80 km/h
👎 Pontos fracos
- Motor de 21 cv é limitado: Ultrapassagens em rodovia exigem planejamento — não espere respostas instantâneas
- Design datado nos modelos antigos: Os primeiros anos (2005-2011) mostram a idade no acabamento e nos grafismos
- Suspensão básica: Garfo convencional sem ajustes e curso curto (130 mm) — sofre em estradas esburacadas
- Sem ABS em nenhuma versão: A maior lacuna da Fazer 250 — em 2017, já era item esperado no segmento
- Freio traseiro a tambor nos modelos antigos: Só virou disco nas versões mais recentes — nas antigas, a frenagem traseira é fraca
- Vibração em alta velocidade: Acima de 100 km/h, o monocilíndrico vibra bastante — mãos formigam em viagens longas
- Acabamento plástico frágil: As carenagens quebram fácil em quedas ou mesmo com o uso — peça de reposição nem sempre encaixa perfeito
Comparativo: Fazer 250 vs concorrentes
| Especificação | Yamaha Fazer 250 | Honda CB 250 Twister | Honda CG 160 Titan | Dafra Apache RTR 200 |
|---|---|---|---|---|
| Cilindrada | 249 cc | 249 cc | 162 cc | 199 cc |
| Potência | 21 cv | 22,4 cv | 15 cv | 20,5 cv |
| Torque | 2,1 kgfm | 2,2 kgfm | 1,47 kgfm | 1,8 kgfm |
| Peso | 157 kg | 153 kg | 130 kg | 148 kg |
| Tanque | 14 L | 12 L | 12 L | 12 L |
| Flex | Sim (2012+) | Sim | Sim | Não |
| ABS | Não | Sim (CBS) | Não (CBS) | Não |
| Preço usado | ~R$ 9.000 – R$ 16.500 | ~R$ 12.000 – R$ 18.000 | ~R$ 10.000 – R$ 16.000 | ~R$ 10.000 – R$ 14.000 |
| Vocação | Street-touring carenada | Naked urbana/estrada | Urbana econômica | Sport urbana |
Resumo do comparativo:
- Vs Honda CB 250 Twister: A Twister é a rival mais direta — motor semelhante, mas em formato naked. A Fazer leva vantagem na proteção aerodinâmica (carenagem), autonomia (tanque maior) e preço de usado (mais barata). A Twister vence no design mais moderno e tem CBS. Para uso misto cidade + viagem, a Fazer é superior. Para cidade pura, a Twister é mais ágil.
- Vs Honda CG 160 Titan: Comparação injusta em potência (21 cv vs 15 cv), mas a CG 160 é absurdamente econômica e barata de manter. Se o uso é 100% urbano e a prioridade é custo mínimo, a CG vence. Para estrada e viagem, a Fazer é outra categoria.
- Vs Dafra Apache RTR 200: A Apache tem apelo esportivo e preço atraente, mas a rede de manutenção Dafra é limitada no interior do Brasil. A Fazer ganha em confiabilidade comprovada, disponibilidade de peças e valor de revenda.
Para comparar os preços atualizados de cada modelo, consulte a tabela FIPE. Se está em dúvida entre a Fazer e uma trail, veja também nosso review completo da Honda XRE 300.
Para quem a Fazer 250 é indicada?
Iniciante que quer uma moto segura para aprender
A Fazer 250 é uma das melhores opções do mercado para quem está tirando a carteira de moto ou tem pouca experiência. O motor é dócil e previsível — não puxa forte o suficiente para assustar. O assento a 795 mm permite que pilotos de 1,65 m+ apoiem os pés com conforto. E se a moto cair no estacionamento (vai acontecer), o custo de reparo é baixo. Muitas autoescolas usam a Fazer/Lander justamente por esses motivos.
Motociclista urbano que prioriza economia
Para quem roda 30-50 km por dia no trânsito, a Fazer 250 faz um sentido financeiro difícil de bater. Consumo de 27 km/L na cidade, manutenção barata, IPVA acessível por ser uma 250 cc e seguro mais em conta que motos de maior cilindrada. A carenagem ainda protege da chuva e do vento frio no inverno — detalhe que só quem pilota naked no frio de Curitiba entende.
Viajante com orçamento enxuto
A Fazer 250 é a companheira de viagem dos motociclistas que não querem (ou não podem) investir em uma adventure de 300-500 cc. Autonomia de 400+ km, posição confortável, carenagem e bagageiros fáceis de instalar. Ela não é rápida, mas é incansável — o tipo de moto que faz São Paulo a Florianópolis sem reclamar. Milhares de Fazers já cruzaram o Brasil de ponta a ponta.
Quem busca uma segunda moto para o dia a dia
Motociclistas que já têm uma moto maior para lazer costumam escolher a Fazer 250 como “moto de trabalho”. É barata de operar, fácil de estacionar, não preocupa se riscar e resolve qualquer deslocamento urbano com eficiência. Se roubarem, o prejuízo é administrável.
Dicas para comprar uma Fazer 250 usada
- Verifique o histórico: Consulte a placa para checar multas, gravame, sinistro e restrições antes de fechar negócio. A Fazer é uma das motos mais roubadas do Brasil — um histórico limpo é essencial.
- Confira a quilometragem real: Compare o hodômetro com o desgaste de pedaleiras, manoplas, assento e alavancas. Fazer com 20.000 km no painel mas pedaleiras raspadas até o metal é sinal de alerta.
- Teste a suspensão dianteira: Empurre a moto para baixo com força e observe a bengala. Se houver óleo escorrendo nos retentores, some R$ 250 ao custo total — vai precisar trocar.
- Ouça o motor frio: Peça para ligar a moto com o motor frio. Deve pegar de primeira (modelos com injeção). Barulho de “clique-clique” no cabeçote indica válvulas fora de regulagem — negociável, mas custa R$ 100-200 para ajustar.
- Verifique o kit relação: Puxe a corrente para cima na parte inferior do balança. Se levantar mais de 3 cm, está no limite. Dentes da coroa afiados ou quebrados significam troca imediata (R$ 130-220).
- Prefira Blueflex (2012+): Modelos com injeção eletrônica e motor flex têm melhor valor de revenda, menos problemas e mais flexibilidade no abastecimento. O investimento extra compensa.
- Cheque as carenagens: Procure por trincas, remendos com cola ou parafusos faltando. Carenagem remendada indica queda — e pode esconder danos estruturais no chassi ou guidão.
- Peça a documentação completa: DUT em dia, IPVA pago, sem multas. Verifique se o número do chassi bate com o documento. Na dúvida, faça uma consulta veicular completa.
Veredicto: vale a pena comprar?
Nota: 7,5/10
A Yamaha Fazer 250 não é a moto mais moderna, nem a mais potente, nem a mais bonita da categoria. Mas é, sem sombra de dúvida, uma das mais inteligentes. O motor monocilíndrico de 249 cc é uma prova de que simplicidade bem executada funciona — 12 anos de produção sem mudanças radicais no propulsor não é acidente, é mérito.
Os 21 cavalos são suficientes para a imensa maioria dos cenários reais de uso: trânsito urbano, viagens em rodovias estaduais, deslocamentos diários. Onde ela tropeça é na falta de ABS (imperdoável para os padrões de 2017), na suspensão básica e na potência limitada para ultrapassagens rápidas em rodovia.
Para quem busca uma moto econômica, confiável e com custo de manutenção imbatível, a Fazer 250 usada é uma das melhores compras do mercado brasileiro. O preço de entrada a partir de R$ 6.500 por um modelo funcional e rodando é difícil de bater. E se a prioridade for o melhor custo por quilômetro rodado, poucas motos no Brasil fazem frente.
A nota 7,5 reflete exatamente o que a Fazer é: uma moto que faz muito bem o básico, com custo extremamente baixo — mas que deixa a desejar em refinamento, tecnologia e emoção. Se você precisa de praticidade e economia, vai se apaixonar. Se busca adrenalina e tecnologia, olhe para outra direção.
Perguntas frequentes sobre a Yamaha Fazer 250
Qual o consumo real da Yamaha Fazer 250?
O consumo real varia entre 27 km/L na cidade e 32 km/L na estrada com gasolina. Com etanol, espere cerca de 20 km/L na cidade e 24 km/L na estrada. A autonomia com tanque cheio (14 litros) chega a 448 km na estrada com gasolina — um dos melhores números do segmento de 250 cc.
A Fazer 250 é boa para viagem?
Sim, é uma das motos mais usadas para viagens no Brasil. A carenagem protege do vento, a posição de pilotagem é confortável, a autonomia ultrapassa 400 km e o consumo é baixo. A limitação é a potência de 21 cv, que torna ultrapassagens em rodovia mais planejadas. Para viagens de até 500 km por dia em ritmo tranquilo, é uma companheira excelente.
Yamaha Fazer 250 tem ABS?
Não. Nenhuma versão da Fazer 250 (2005-2017) foi equipada com ABS ou CBS. É uma das maiores lacunas do modelo. Em piso molhado ou frenagens de emergência, o piloto precisa dosar a força nos freios manualmente. Se ABS for prioridade, considere modelos mais recentes de outras marcas.
Qual o preço de uma Fazer 250 usada?
Os preços variam de R$ 6.500 (modelo 2006) a R$ 16.500 (modelo 2017 Blueflex), dependendo do ano, quilometragem e estado de conservação. Os modelos Blueflex (2012-2017) concentram a melhor relação custo-benefício. Consulte a Tabela FIPE para valores atualizados.
Fazer 250 ou CB 250 Twister: qual escolher?
A Fazer 250 vence em proteção aerodinâmica (carenagem), autonomia (tanque de 14 L vs 12 L) e preço de usado. A CB 250 Twister tem design mais moderno, CBS e é ligeiramente mais leve. Para uso misto com viagens, a Fazer é superior. Para cidade com prioridade em estilo, a Twister leva vantagem.
Quais os principais problemas da Fazer 250?
Os problemas mais comuns são: vazamento dos retentores do garfo (após 20.000 km), regulagem de válvulas negligenciada, desgaste do kit relação (a cada 20.000-30.000 km), carburador entupindo nos modelos pré-2010 e vibração acima de 100 km/h. Nenhum é grave ou caro de resolver — a manutenção preventiva elimina a maioria.
A Fazer 250 serve para iniciantes?
Sim, é uma das melhores opções para iniciantes. O motor de 21 cv é dócil e previsível, o assento a 795 mm é acessível para a maioria dos pilotos e o comportamento em baixa velocidade é estável. Muitas autoescolas usam a Fazer/Lander como moto de treinamento justamente pela facilidade de pilotagem.
Quanto custa a manutenção da Fazer 250?
A revisão básica (óleo + filtros) custa entre R$ 120 e R$ 200 a cada 5.000 km. Pneus duram 15.000-20.000 km (R$ 350-600 o par). O kit relação custa R$ 130-220 e dura 20.000-30.000 km. É uma das motos mais baratas de manter no Brasil — o motor é amplamente conhecido e peças são encontradas em qualquer cidade do país.
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