Vendas de motos em fevereiro de 2026: 171.508 emplacamentos

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Vendas de motos em fevereiro de 2026: 171.508 emplacamentos
Vendas de motos em fevereiro de 2026: 171.508 emplacamentos

As vendas de motos cresceram quase 10% em fevereiro de 2026, e o dado mostra um mercado que segue forte no Brasil, puxado por mobilidade urbana, trabalho por aplicativo e modelos de entrada. O número chama atenção porque veio mesmo com menos dias úteis no mês e com marcas tradicionais perdendo espaço em alguns recortes.

O ponto mais importante para o leitor não é só a alta: é entender quem vendeu mais, por que o mercado cresceu e quais motos fazem sentido comprar agora. Abaixo, eu organizo os números, o contexto e o impacto prático para quem pensa em sair de carro e ir para duas rodas — ou trocar de moto em 2026.

Segundo o levantamento citado no setor, o mercado brasileiro somou 171.508 emplacamentos em fevereiro, alta de 9,97% sobre fevereiro de 2025 e queda de 3,93% na comparação com janeiro. No acumulado do primeiro bimestre, o avanço chegou a 13,68%.

Essa combinação é importante: o mês caiu ante janeiro, mas isso é compatível com fevereiro mais curto. O que pesa de verdade é a tendência anual, e ela segue apontando para um mercado aquecido. Para quem compra, isso significa mais oferta, mais disputa por financiamento e, em alguns casos, mais pressão por preço nas concessionárias.

Honda segue esmagando o mercado

A liderança da Honda continua fora da curva. A marca concentra cerca de 65% do mercado, um número que por si só já mostra o tamanho da distância para as rivais. Yamaha aparece na sequência, com cerca de 14%, enquanto a Shineray fica perto de 7%.

Na prática, isso quer dizer que o mercado brasileiro de motos ainda é muito concentrado. A Honda ganha por rede ampla, revenda forte e oferta muito bem calibrada para o bolso do brasileiro. Não é só tradição: é capilaridade, peça fácil e confiança de compra. Em um país em que custo de manutenção pesa tanto quanto parcela, isso faz diferença real.

O crescimento de fevereiro também reforça algo que o leitor já percebe nas ruas: a moto deixou de ser só veículo de lazer. Ela virou ferramenta de trabalho, transporte barato e, para muita gente, a única forma viável de fugir do carro caro e do ônibus lotado.

O termômetro do mercado: Honda CG 160

Se existe um modelo que resume o mercado brasileiro de motos, é a Honda CG 160. Ela continua sendo a referência do segmento de entrada e uso diário, com quatro versões e preços públicos que ajudam a entender a faixa mais procurada pelo consumidor.

Versão Preço público Papel no mercado
CG 160 Start R$ 16.770 Entrada e uso urbano
CG 160 Cargo R$ 17.780 Trabalho e entregas
CG 160 Fan R$ 18.350 Uso misto
CG 160 Titan R$ 19.910 Top da linha, mais equipada

A linha usa motor monocilíndrico de 162,7 cm³, com injeção eletrônica PGM-FI, potência de cerca de 14,7 cv com etanol e 14,4 cv com gasolina, além de torque de 1,43 kgf·m com etanol. O câmbio é de 5 marchas, e o tanque leva 14 litros.

Para o consumidor brasileiro, esse pacote importa mais do que ficha técnica de vitrine. A CG 160 entrega o básico certo: consumo baixo, manutenção conhecida e revenda fácil. É exatamente por isso que ela continua sendo o padrão de comparação para qualquer moto urbana de entrada.

O site oficial da marca traz os dados completos da linha e as versões comercializadas no país: site oficial da Honda.

Quem cresce, quem perde e o que isso revela

Entre as marcas, o recorte de fevereiro mostra movimentos diferentes. A Mottu avançou 63%, puxada por frota e locação. A Dafra subiu 7%. Já marcas como Triumph, Bajaj, Royal Enfield, Yamaha e Shineray apareceram em queda no recorte citado.

Isso não significa que essas marcas “venderam mal” em sentido absoluto. Significa que, naquele mês, elas perderam ritmo em relação à base anterior. É um detalhe importante porque o mercado de motos não se resume ao varejo tradicional: frota, locação e delivery estão influenciando bastante os números.

Para o leitor, a leitura prática é simples. Se o uso for trabalho, marcas com rede forte e preço baixo continuam mandando. Se a ideia for subir de categoria, a concorrência já fica mais aberta, mas o custo total de posse começa a pesar mais do que o emblema no tanque.

Quanto custa entrar nesse mercado hoje

O preço continua sendo o principal filtro. A faixa de entrada é relativamente acessível quando comparada ao carro novo, mas o custo total vai além da etiqueta. Seguro, revisão, pneu, corrente e combustível entram na conta logo nos primeiros meses.

Modelo Preço 0 km Destaque
Honda CG 160 Start R$ 16.770 Referência de entrada
Bajaj Pulsar N150 R$ 16.300 Preço agressivo com foco urbano
Honda CG 160 Cargo R$ 17.780 Voltada ao trabalho
Yamaha Factor 150 Cerca de R$ 18.490 Rival direta no uso diário

Na prática, a Bajaj pressiona por preço, a Yamaha segura pela reputação mecânica e a Honda domina pela confiança do consumidor. O brasileiro compra muito com a cabeça e pouco com a ficha técnica. Se a moto dá menos dor de cabeça, vende mais. Simples assim.

Antes de fechar negócio, vale fazer uma consulta veicular pela placa quando houver moto usada no meio da conversa. Dá para descobrir histórico de sinistro, gravame e outras surpresas que mudam totalmente o valor real do negócio. Isso evita comprar problema com parcela bonita.

O que esse crescimento muda para o leitor brasileiro

Para quem pensa em comprar moto em 2026, a alta do mercado traz uma consequência boa e outra ruim. A boa: há mais giro, mais oferta e maior chance de encontrar versões em estoque. A ruim: os preços não caem por mágica, e a demanda forte mantém o setor aquecido.

Quem usa a moto para trabalhar deve olhar três pontos antes de assinar o financiamento: consumo real, preço de revisão e disponibilidade de peças. Nesse tipo de compra, o barato pode sair caro se a manutenção for lenta ou se a rede da marca for pequena.

Quem quer moto para uso pessoal precisa ser ainda mais frio na análise. Se o objetivo é economia, uma CG 160 ou uma rival direta faz mais sentido do que modelos mais caros, que aumentam o valor da parcela e o custo do seguro sem entregar benefício proporcional no dia a dia.

O mercado também mostra uma mudança de hábito. A moto deixou de ser vista só como solução provisória. Hoje ela é, para muita gente, a forma mais racional de se locomover no Brasil. E isso explica por que o setor cresce mesmo com juros ainda altos e renda apertada.

Ficha técnica resumida da Honda CG 160

Especificação Dado
Motor Monocilíndrico, 4 tempos, OHC, arrefecido a ar
Cilindrada 162,7 cm³
Potência Aproximadamente 14,7 cv com etanol e 14,4 cv com gasolina
Torque Aproximadamente 1,43 kgf·m com etanol e 1,41 kgf·m com gasolina
Injeção Eletrônica PGM-FI
Câmbio 5 marchas
Combustível Flex
Tanque 14 litros
Peso seco Cerca de 117 a 120 kg
Pneu dianteiro 80/100-18
Pneu traseiro 100/80-18

Para dados oficiais de mercado, a referência do setor continua sendo a Fenabrave, que consolida os emplacamentos no país: site oficial da Fenabrave.

Perguntas frequentes

As vendas de motos realmente cresceram quase 10% em fevereiro de 2026?

Sim. O recorte citado aponta alta de 9,97% sobre fevereiro de 2025, o que jornalisticamente vira “quase 10%”.

Qual foi o volume de emplacamentos no mês?

Foram 171.508 unidades em fevereiro, com queda de 3,93% ante janeiro, mas alta anual consistente.

Qual marca lidera o mercado brasileiro de motos?

A Honda segue muito à frente, com cerca de 65% de participação, segundo o recorte citado no setor.

Qual moto é o principal termômetro do mercado?

A Honda CG 160 continua sendo a referência do segmento de entrada, tanto por preço quanto por volume e revenda.

Vale olhar motos de outras marcas além da Honda?

Vale, sim, especialmente se a ideia for preço agressivo ou proposta específica. A Bajaj pressiona na entrada e a Yamaha segue forte em confiabilidade.

Antes de comprar uma moto usada, o que eu devo checar?

Histórico de gravame, sinistro, quilometragem real e documentação. Uma consulta pela placa ajuda a evitar dor de cabeça.

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A Redação do Verificar Auto é formada por jornalistas e especialistas do setor automotivo com mais de 10 anos de experiência em cobertura veicular. Nosso conteúdo é produzido com base em fontes oficiais — Detran, CONTRAN, SENATRAN, Denatran e Secretarias da Fazenda estaduais — além de dados da Tabela FIPE, relatórios da Fenabrave e informações diretas dos fabricantes. Cobrimos lançamentos, legislação, consulta veicular, financiamento e tudo que o motorista brasileiro precisa saber para tomar decisões informadas.