Tabela FIPE VW - VolksWagen AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die

VW AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die — Ilustração
VW - VolksWagen AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die — Ilustração · Divulgação VW
R$ 93.473,00 2019 — maio de 2026 -0.5% vs mês anterior

Código FIPE: 005330-9

Visão geral

A VW Amarok foi lançada globalmente em 2010 como a picape média da Volkswagen e, no Brasil, ganhou fama justamente com a fase 2.0 TDI. É um modelo produzido na Argentina para vários mercados e sempre ocupou um espaço interessante: picape média diesel com pegada de carro de passeio, mais refinada de dirigir do que muita rival do segmento.

Na configuração VW AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die, o conjunto mecânico gira em torno do motor 2.0 TDI diesel de 4 cilindros e 16 válvulas, com 180 cv, associado a câmbio manual de 6 marchas ou automático de 8 marchas, dependendo do ano e da versão. O pacote 4Motion/4x4 com reduzida ajuda a manter a proposta de trabalho e estrada, mas o carro também ficou conhecido pelo conforto e pela dirigibilidade acima da média entre as picapes médias.

Ao mesmo tempo, a Amarok 2.0 TDI também carrega uma reputação pesada no mercado de usados: é elogiada pelo desempenho e criticada pela recorrência de falhas caras em algumas unidades. Ou seja, é uma picape desejada por quem quer diesel 4x4 com bom comportamento dinâmico, mas exige compra muito bem feita e histórico de manutenção impecável.

Para quem é esse carro

A Amarok faz mais sentido para quem quer uma picape média diesel com uso misto: trabalho leve a médio durante a semana e estrada no fim de semana, com tração 4x4 e mais conforto do que a média do segmento. Se você valoriza dirigibilidade, posição de dirigir e pegada de automóvel em uma picape, ela conversa bem com esse perfil.

Agora, se a prioridade é baixo custo de manutenção, simplicidade mecânica e uso urbano intenso, eu passaria longe. Também não é a compra mais tranquila para quem quer previsibilidade total de pós-venda, porque a conta de reparos pode ficar salgada quando aparecem os problemas clássicos do modelo.

Preços por ano — VW - VolksWagen AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die

Ano Combustível Preço FIPE Código FIPE
2019 Diesel R$ 93.473,00 005330-9
2018 Diesel R$ 90.842,00 005330-9
2017 Diesel R$ 86.460,00 005330-9
2016 Diesel R$ 81.782,00 005330-9
2015 Diesel R$ 78.305,00 005330-9
2014 Diesel R$ 75.307,00 005330-9
2013 Diesel R$ 73.469,00 005330-9
2012 Diesel R$ 71.120,00 005330-9
2011 Diesel R$ 64.755,00 005330-9

Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.

Depreciação — VW - VolksWagen AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die

Evolução do preço FIPE por ano-modelo:

Ficha técnica completa — VW - VolksWagen AMAROK CD2.0 16V/S CD2.0 16V TDI 4x4 Die

Desempenho

Potência140 cv
Torque34.7 kgfm
0 a 100 km/h13.1s
Velocidade máxima167 km/h
Consumo cidade7.9 km/l
Consumo estrada8.7 km/l

Motor e transmissão

Motor2.0
CombustívelDiesel
Alimentaçãodiesel common rail
TransmissãoAutomática
Tração4x4

Dimensões e capacidade

Comprimento5254 mm
Largura1944 mm
Altura1834 mm
Entre-eixos3097 mm
Peso2007 kg
Tanque80 L
Portas4
Lugares5

Suspensão e freios

Suspensão dianteiraSuspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.
Suspensão traseiraSuspensão tipo eixo transversal (beam), roda tipo rígida e molas feixe de lâminas.
Freio dianteiroDois freios à disco com dois discos ventilados.

Preço 0km de fábrica: R$ 132.590,00

Pontos fortes

  • Dirigibilidade acima da média do segmento, com comportamento mais próximo de automóvel do que de picape tradicional, o que melhora muito o uso na estrada e no dia a dia.
  • Tração 4Motion/4x4 com modo reduzido 4x4 LOW, entregando versatilidade real para estrada ruim, trabalho e uso fora de piso asfaltado.
  • Motor 2.0 TDI com 180 cv e 42,8 kgfm nas versões mais conhecidas, garantindo desempenho forte para uma picape média diesel.
  • Boa capacidade de carga e proposta de uso misto, combinando trabalho, lazer e estrada sem perder a robustez esperada do segmento.
  • Mesmo com a fama de manutenção complicada, ainda mantém interesse de mercado e ajuda na revenda em faixas de preço bem posicionadas.

Pontos fracos

  • Histórico de defeitos crônicos em unidades usadas, com ocorrências recorrentes em correia dentada, válvula EGR, filtro DPF, sensores de ABS/ESP e bomba de alta. Não é o tipo de carro para comprar sem laudo e checagem mecânica pesada.
  • Manutenção pode sair cara e muitas vezes exige oficina especializada, porque a rede autorizada nem sempre resolve tudo com rapidez ou baixo custo.
  • A imagem do modelo foi afetada pelo Dieselgate, o que pesou na reputação da Amarok 2.0 TDI em parte da produção vendida no Brasil.
  • Consumo real não impressiona frente a rivais: em comparativos recentes, ficou em 9,0 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada, números corretos, mas longe de liderar o segmento.
  • A oferta do 2.0 TDI saiu de linha no Brasil em 2022, então o comprador depende do mercado de usados e precisa lidar com idade, quilometragem e histórico variável.

Versões e qual comprar

A linha da Amarok 2.0 TDI costuma aparecer em versões que vão da mais simples à mais equipada, com diferenças claras de foco entre trabalho e conforto. Isso importa bastante no usado, porque o carro pode ser bem básico em uma configuração de entrada ou bastante agradável nas intermediárias e topo de linha.

  • S — versão de entrada, voltada ao trabalho e com equipamentos mais simples. Vale apenas se a prioridade for preço de compra e uso funcional; não compensa para quem quer conforto ou refinamento.
  • Trendline — pacote intermediário, normalmente o mais equilibrado no mercado de usados e em frotas. É a escolha mais racional quando a diferença para a versão de entrada não é grande.
  • Highline — traz mais conforto e acabamento, ficando mais interessante para quem vai rodar bastante e quer uma experiência melhor no uso diário. Vale o upgrade quando o preço adicional está contido.
  • Dark Label / Extreme — séries com apelo visual e mais conveniência, mas o ganho é mais emocional e de mercado do que de custo-benefício puro. Faz sentido para quem quer um carro mais desejável na revenda ou mais completo.

Se eu tivesse que apontar a melhor compra, iria de Trendline: costuma equilibrar preço, equipamento e liquidez no usado. A S só vale para orçamento apertado e uso estritamente funcional; a Highline e as séries especiais só compensam se a diferença de preço estiver bem justificada pelo estado do carro e pelo pacote oferecido.

Consumo e custo de rodagem

Nos números reais de comparativo, a Amarok 2.0 TDI fez 9,0 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada. Em materiais mais antigos, a Volkswagen divulgava consumo melhor para calibrações iniciais, mas o uso real costuma ficar abaixo do prometido — então vale confiar mais na média de imprensa e de proprietários do que em cifra de catálogo.

No custo de rodagem, o alerta é claro: as peças não são baratas e os reparos mais comuns podem pesar, especialmente em EGR, DPF, bomba de alta e correia. As revisões seguem a lógica de 10.000 km ou 12 meses, com redução em uso severo, então quem roda muito precisa colocar essa conta no orçamento; não é picape para comprar e esquecer.

Problemas conhecidos e recalls

No geral, a Amarok 2.0 TDI é boa de dirigir e forte de motor, mas a confiabilidade em usados fica marcada por falhas específicas que podem encarecer a posse. Não é um modelo unanimemente problemático, mas o histórico pede cautela de compra e inspeção detalhada antes de fechar negócio.

  • Correia dentada — pode sofrer com poeira e contaminação, com risco de rompimento; é um ponto comum de atenção em unidades usadas e merece histórico de troca muito bem comprovado.
  • Válvula EGR — pode apresentar vazamento de água do radiador e falhas de arrefecimento; é uma ocorrência recorrente e pode aparecer sem aviso agradável para o bolso.
  • Filtro de partículas DPF — pode saturar, especialmente em uso urbano ou trajetos curtos, o que tende a gerar custo de limpeza ou substituição.
  • Sensor de ABS/ESP — pode acender luz de falha no painel, geralmente como problema intermitente em unidades com mais uso ou manutenção irregular.
  • Bomba de alta pressão — item que pode exigir reparo caro e aparece entre as falhas mais temidas do conjunto diesel.

Em 2015 houve investigação e confirmação de software relacionado a emissões nas Amarok 2.0 turbodiesel vendidas no Brasil, com status posteriormente resolvido. Em 2017, o tema emissões seguiu em discussões judiciais e administrativas sobre indenização a proprietários, também já resolvidas.

Principais concorrentes

  • Toyota Hilux — rival histórica no mesmo território de picape média diesel 4x4, com forte imagem de robustez e mercado muito estabelecido.
  • Chevrolet S10 — concorrente direta em preço, porte, diesel e versões voltadas ao trabalho e lazer, brigando de frente no mesmo uso.
  • Ford Ranger — outra rival forte no segmento de picapes médias 4x4 diesel, com proposta semelhante de uso misto e estrada.
  • Mitsubishi L200 Triton — alternativa diesel 4x4 com foco em uso misto, conhecido por vocação para estrada ruim e trabalho.

Análise de preço FIPE

Na FIPE de abril de 2026, a Amarok 2.0 Diesel vai de R$ 65.081,00 no ano 2011 até R$ 93.943,00 no ano 2019. A curva é relativamente suave para uma picape usada: entre 2011 e 2019, a diferença é de R$ 28.862,00, mostrando depreciação contínua, mas sem desabamento brusco. Na prática, os anos mais antigos ainda seguram valores altos para um diesel 4x4, enquanto as unidades mais novas ficam no topo da faixa por serem mais desejadas e, em tese, menos desgastadas.

Na comparação com concorrentes do mesmo porte e proposta, a Amarok costuma entrar como opção de mercado já bem estabelecida, sustentada por reputação de dirigibilidade e pelo apelo do diesel 4x4. Isso ajuda na revenda, mas o comprador também sabe que pode haver risco mecânico maior do que em algumas rivais, o que pressiona o preço de compra para baixo quando o carro está mal cuidado. Para quem vende, o momento é bom se a unidade estiver íntegra e com manutenção comprovada; para quem compra, vale negociar bem porque o mercado ainda penaliza o histórico de problemas.

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O que os brasileiros pesquisam sobre este carro

Perguntas reais de compradores e donos, com respostas curtas.

A Amarok 2.0 TDI dá muito problema?

Há histórico documentado de defeitos recorrentes em EGR, DPF, correia e bomba de alta em unidades usadas. Isso não significa que toda Amarok vai quebrar, mas significa que compra sem checagem é loteria. Se estiver pensando em uma, o estado de manutenção vale mais que o ano-modelo.

A Amarok 2.0 TDI é econômica?

Em comparativos recentes, registrou cerca de 9,0 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada. É um consumo aceitável para uma picape média diesel, mas não é referência de eficiência no segmento.

Qual motor a Amarok 2.0 TDI usa?

A ficha técnica oficial cita motor 2.0 turbodiesel de 180 cv e 42,8 kgfm nas versões mais conhecidas. É justamente esse conjunto que deu fama de bom desempenho ao modelo.

A Amarok tem tração 4x4?

Sim; a Volkswagen informa tração 4Motion/4x4 e modo reduzido 4x4 LOW em sua documentação. Isso reforça a proposta de uso misto, com capacidade para estrada ruim e trabalho mais pesado.

Vale para família?

Pode servir, mas é uma picape média com foco principal em carga, estrada e uso misto, não em praticidade urbana. Para família, o pacote faz mais sentido se você realmente usar a caçamba, a tração e o conjunto diesel com frequência.

Veredito

A VW Amarok 2.0 TDI vale a pena para quem quer uma picape diesel 4x4 usada com dirigibilidade forte, motor esperto e bom uso misto. Ela entrega uma experiência acima da média do segmento, mas cobra isso com manutenção potencialmente cara e histórico conhecido de falhas em componentes importantes. Se a unidade tiver histórico impecável, laudo cautelar e revisão em dia, pode ser uma compra interessante. Se você quer baixo risco, custo previsível e paz de espírito, não é a melhor escolha.