Tabela FIPE Fiat 500 LOUNGE 1.4 16V 100cv Mec.

Fiat 500 LOUNGE 1.4 16V 100cv  Mec. — Ilustração
Fiat 500 LOUNGE 1.4 16V 100cv Mec. — Ilustração · Divulgação Fiat
R$ 43.289,00 2010 — maio de 2026 +2% vs mês anterior

Código FIPE: 001296-3

Visão geral

O Fiat 500 moderno estreou no Brasil em 2009, vindo importado do México, com uma proposta bem clara: ser um compacto urbano de apelo retrô, mais estiloso do que racional. A versão Lounge com motor 1.4 16V de 100 cv ficou entre as configurações mais marcantes da primeira fase do modelo por aqui, antes de a linha mudar e dar espaço a outras versões, como Cult e opções flex.

Nessa configuração, o carro traz motor 1.4 16V a gasolina aspirado com 100 cv e câmbio manual de 6 marchas. Era a cara do 500: pequeno por fora, mais caprichado por dentro e com posição de mercado acima dos hatches populares, mirando quem queria um carro urbano com personalidade e acabamento de categoria superior.

Na prática, ele sempre jogou em um nicho: tamanho compacto, visual forte e pacote de segurança e conteúdo melhores do que a média dos rivais de entrada. Só que essa proposta também cobra seu preço em espaço, praticidade e custo de uso.

Para quem é esse carro

O Fiat 500 Lounge 1.4 manual faz sentido para quem roda principalmente na cidade, usa o carro sozinho ou em casal e quer algo compacto, fácil de estacionar e com muito mais charme do que um hatch comum. Também agrada quem valoriza acabamento, direção leve e um carro com identidade própria.

Ele não é a escolha certa para quem precisa de porta-malas generoso, banco traseiro frequente ou custo de manutenção e uso previsível e baixo. Se a prioridade é praticidade familiar e rede de peças abundante em qualquer oficina, melhor olhar outra coisa.

Preços por ano — Fiat 500 LOUNGE 1.4 16V 100cv Mec.

Ano Combustível Preço FIPE Código FIPE
2010 Gasolina R$ 43.289,00 001296-3

Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.

Histórico de preços — últimos meses

Fiat 500 LOUNGE 1.4 16V 100cv Mec. 2010:

Ficha técnica completa — Fiat 500 LOUNGE 1.4 16V 100cv Mec.

Desempenho

Potência100 cv
Torque13.358282 kgfm
0 a 100 km/h10.5s
Velocidade máxima182 km/h
Consumo cidade13 km/l
Consumo estrada17 km/l

Motor e transmissão

Motor1.4
CombustívelGasolina
Alimentaçãoinjeção multi ponto
TransmissãoManual
Traçãodianteira

Dimensões e capacidade

Comprimento3546 mm
Largura1627 mm
Altura1492 mm
Entre-eixos2300 mm
Peso930 kg
Porta-malas185 L
Tanque35 L
Portas3
Lugares4

Suspensão e freios

Suspensão dianteiraSuspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.
Suspensão traseiraSuspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.
Freio dianteiroQuatro freios à disco com dois discos ventilados.

Preço 0km de fábrica: R$ 61.420,00

Pontos fortes

  • Motor 1.4 16V aspirado entrega 100 cv e 13,4 kgfm, dando ao 500 uma resposta honesta para uso urbano e saídas rápidas no dia a dia.
  • O pacote de segurança era acima da média do segmento, com ABS, ESP, airbags frontais e laterais e freios a disco nas quatro rodas.
  • Com câmbio manual de seis marchas, o 1.4 de 100 cv foi descrito como um conjunto de boa agilidade, especialmente para quem gosta de trocar marcha na mão.
  • O porte compacto facilita manobras, mudança de faixa e baliza, o que combina muito bem com uso urbano pesado.
  • A versão Lounge era a mais sofisticada da fase inicial do 500 no Brasil, concentrando boa parte do conteúdo mais desejável da linha.

Pontos fracos

  • O espaço traseiro é limitado: adultos com mais de 1,70 m ficam espremidos no banco de trás, então não é um carro para levar passageiros com conforto com frequência.
  • O consumo não impressiona para um compacto: houve medição de cerca de 10 km/l com etanol na cidade, número que não coloca o modelo entre os mais econômicos da categoria.
  • A suspensão transmite bem as irregularidades do piso para a cabine, então ruas ruins e valetas acabam aparecendo mais do que deveriam.
  • Houve recall de embreagem em versões manuais, o que pede atenção redobrada na compra de usado, especialmente para verificar se o serviço foi feito.
  • Mesmo compartilhando parte da mecânica com modelos mais comuns da Fiat, o 500 costuma ter peças e manutenção menos triviais, com percepção de custo acima de hatches nacionais equivalentes.

Versões e qual comprar

A linha do Fiat 500 passou por mudanças ao longo do tempo, e a Lounge 1.4 manual ficou marcada como uma das versões mais completas da fase inicial. Depois vieram configurações como Cult e Sport, com diferentes propostas de motor, acabamento e, em alguns casos, foco maior em flex ou desempenho.

  • Lounge 1.4 16V 100 cv manual — entrega o 500 mais sofisticado da fase inicial, com motor 1.4 a gasolina de 100 cv e câmbio manual. Vale a pena para quem quer o carro mais completo sem depender do automatizado; não é a melhor escolha se a prioridade for economia de combustível ou uso familiar.
  • Sport / Sport Air — priorizam visual e, na fase flex, o motor MultiAir; houve opções manuais e automáticas. Faz mais sentido para quem quer um 500 com pegada mais esportiva ou configuração específica, e não apenas o nome Lounge.
  • Cult 1.4 Flex — substituiu a Lounge em parte do ciclo e recebeu motor 1.4 EVO flex. Compensa quando a prioridade é abastecer com etanol ou gasolina e encontrar um exemplar de outra fase do modelo com maior facilidade.

Se a ideia é levar o melhor equilíbrio entre conteúdo e simplicidade mecânica, a Lounge manual é a mais interessante da fase inicial. Agora, se a sua prioridade absoluta é custo de uso, esse carro já começa em desvantagem diante de compactos nacionais mais comuns.

Consumo e custo de rodagem

Em consumo, o Fiat 500 Lounge 1.4 manual não é referência. Uma medição de revista apontou cerca de 10 km/l na cidade com etanol, e há também dado de homologação estrangeira citando 7,7 l/100 km no uso urbano para a versão manual, o que reforça que ele não nasceu para brigar com os mais econômicos. Para quem busca economia acima de tudo, o número é apenas correto, nada mais.

No custo de rodagem, o cenário é de atenção: não foi encontrada tabela oficial de revisões da versão exata no material analisado, mas o modelo é importado e tem mercado de peças mais restrito do que hatches nacionais equivalentes. Além disso, o próprio histórico do carro indica que manutenção e peças podem pesar mais, então o barato da compra pode virar conta mais alta no uso.

Problemas conhecidos e recalls

O Fiat 500 tem fama de ser um carro simpático e bem acertado para cidade, mas na prática pede atenção com espaço interno, suspensão e histórico de manutenção. Não é um modelo especialmente problemático, mas também não é daqueles que você compra e esquece: vale conferir bem o estado do exemplar e o que já foi feito no carro.

  • Curso excessivo da embreagem / pedal de embreagem — problema ocasional em versões manuais, com atenção especial na compra de usado; não há km padrão documentada, então a avaliação deve ser feita caso a caso.
  • Suspensão com atuação seca em piso ruim — comportamento ocasional que aparece especialmente em ruas ruins e pode incomodar no uso diário, sem quilometragem específica associada.
  • Banco traseiro apertado para adultos — limitação comum do projeto, perceptível desde cedo no uso e mais evidente para passageiros acima de 1,70 m.

Em 2016, a Fiat convocou unidades manuais dos anos-modelo 2012 a 2016 para inspeção e eventual substituição do pedal de embreagem. O recall foi tratado como resolvido, mas em usado isso não dispensa a checagem documental do serviço.

Principais concorrentes

  • Mini Cooper 1.6 — rivaliza pelo mesmo apelo de compacto premium com forte foco em estilo e uso urbano.
  • Citroën DS3 — hatch aspiracional com design marcante e público parecido, mirando quem quer fugir do óbvio.
  • Peugeot 208 Griffe / versões topo — alternativa de compacto com acabamento e proposta urbana, servindo como rival indireto no mercado de usados.

Análise de preço FIPE

Na tabela FIPE de abril de 2026, o Fiat 500 Lounge 1.4 16V 100 cv manual 2010 está em R$ 42.442. Para um carro dessa idade e proposta, é um valor que ainda sustenta o apelo de nicho: não é barato como um hatch popular antigo, mas também não cai tão rápido quanto modelos sem identidade. Como aqui só há uma referência de ano, o retrato é de um usado que preserva parte do valor por estilo e posicionamento, não por racionalidade de mercado.

Na comparação com concorrentes como Mini Cooper 1.6, Citroën DS3 e Peugeot 208 topo, o 500 costuma aparecer como uma alternativa de nicho, mais emocional do que prática. Se estiver bem conservado e com manutenção em dia, pode fazer sentido comprar; para vender, o momento depende mais do estado do carro e da procura por estilo do que de uma lógica puramente racional de preço.

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O que os brasileiros pesquisam sobre este carro

Perguntas reais de compradores e donos, com respostas curtas.

O Fiat 500 Lounge 1.4 manual é econômico?

Não é referência em economia. Uma medição de revista registrou cerca de 10 km/l com etanol na cidade, então ele fica no meio do caminho, sem brilho nesse ponto.

Tem problema crônico de embreagem?

Houve recall no Brasil para o pedal de embreagem em unidades manuais de 2012 a 2016. Isso não significa que todo carro tenha defeito, mas exige checagem do histórico antes de comprar.

O banco traseiro serve para adulto?

Serve, mas com aperto. O teste de revista apontou que adultos acima de 1,70 m ficam espremidos, então não é um carro para levar gente atrás com frequência.

O 500 Lounge era vendido novo com motor 100 cv?

Sim. O lançamento no Brasil trouxe o 1.4 16V a gasolina de 100 cv, que foi uma das bases da proposta original do modelo por aqui.

O Fiat 500 tem freio a disco nas quatro rodas?

Sim. A cobertura de lançamento no Brasil informou freios a disco nas quatro rodas, além de ABS, o que reforça o pacote de segurança acima da média.

Veredito

O Fiat 500 Lounge 1.4 manual vale para quem prioriza estilo, uso urbano e exclusividade. Ele entrega um pacote honesto de motor, segurança e acabamento, mas cobra a conta no espaço traseiro, no consumo e no custo de uso. Se você quer um carro charmoso, compacto e diferente do comum, ele faz sentido; se a ideia é família, porta-malas e manutenção barata, melhor passar longe. Esse não é um carro para quem quer racionalidade total — é compra de coração, desde que o exemplar esteja inteiro e com histórico limpo.