Código FIPE: 516200-9
O Volvo VM City é a configuração urbana da linha VM no Brasil, feita para distribuição e aplicações vocacionais. Nas fichas técnicas de 2021 a 2024, ele aparece com foco claro em trabalho urbano e regional, sempre no recorte 4x2, cabine simples e motor na faixa de 270 cv, embora a linha tenha evoluído nas fichas mais recentes para 290 cv em algumas versões consultadas.
Na prática, estamos falando de um caminhão pensado para rotina pesada de frotista: baú, carga seca, caçamba, mixer e outras operações em que robustez vale mais do que conforto de estrada. A nomenclatura da versão e a mecânica variam conforme o ano da ficha, mas a proposta continua a mesma: um VM voltado ao dia a dia, com caixa manual de 6 marchas e eixo traseiro de dupla velocidade, mirando produtividade e facilidade de operação.
É um modelo que ocupa um espaço bem específico no mercado. Não é o caminhão mais versátil da linha Volvo, nem o mais confortável para longas viagens, mas faz sentido para quem quer uma base de trabalho forte e conhecida dentro da rede da marca.
Ele faz sentido para frotistas e transportadores que precisam de um caminhão 4x2 para distribuição urbana ou regional, com foco em robustez, carga seca, baú ou caçamba. Se a operação é de uso diário e pede um veículo de trabalho sem frescura, o VM City encaixa bem.
Agora, se você precisa de cabine leito, maior tração fora do 4x2 ou quer algo mais versátil para aplicações pesadas, melhor olhar outra versão. Também não é a compra mais óbvia para quem quer histórico público farto de testes independentes e de problemas bem documentados da versão exata.
| Ano | Combustível | Preço FIPE | Código FIPE |
|---|---|---|---|
| 2022 | Diesel | R$ 284.169,00 | 516200-9 |
| 2021 | Diesel | R$ 230.667,00 | 516200-9 |
Valores referentes a junho de 2026. Fonte: FIPE.
VOLVO VM 270 CITY 4x2 2p (diesel)(E5) 2022:
A linha VM City aparece em mais de uma configuração, sempre com a mesma lógica de trabalho urbano e regional, mas mudando o nível de capacidade e versatilidade. Para quem está montando frota ou escolhendo usado, o ponto principal é entender se a operação realmente pede o recorte City ou se faz mais sentido subir para uma versão mais ampla da família VM.
No custo-benefício, o VM CITY 4X2R é o mais lógico para distribuição pura: compra menos complexa, mecânica simples e foco total em operação urbana. Se a carga for mais exigente ou o uso pedir mais margem de implementação, o 6x2R tende a valer mais a pena.
Não foram encontrados números confiáveis e específicos de consumo real para essa versão exata, então não dá para cravar cidade e estrada sem chutar. O que existe de informação pública aponta para uma proposta de trabalho voltada a eficiência operacional, mas sem dado oficial de consumo médio real para comparar de forma justa com promessa de fabricante.
Na manutenção, a leitura é a de sempre para Volvo: rede oficial forte, serviço genuíno e garantia de 2 anos para peças instaladas em oficina autorizada. Ao mesmo tempo, peças são consideradas caras e não foi localizado preço público confiável de revisão para essa versão exata, então o custo por km pode subir bastante fora da concessionária — especialmente se o caminhão entrar em regime de parada por falha mecânica.
No geral, o VM City tem perfil de caminhão de trabalho robusto, mas isso não elimina o risco de dor de cabeça mecânica e de pós-venda. O ponto aqui não é dizer que o modelo é problemático por definição, e sim que existe pelo menos um relato público relevante envolvendo falha grave de motor e contestação de garantia, algo que pesa bastante em veículo de frota.
Não foram identificados recalls no material analisado.
Na FIPE de março de 2026, o Volvo VM 270 City 4x2 diesel aparece a R$ 303.080,00 no ano 2022 e a R$ 246.019,00 no ano 2021. A diferença entre os dois anos é de R$ 57.061,00, uma queda de cerca de 18,8%, o que mostra a depreciação normal de um caminhão de trabalho com um ano a mais de uso. Em termos práticos, o 2021 é a porta de entrada mais acessível da dupla, enquanto o 2022 fica no topo da faixa informada.
Quando colocamos isso ao lado dos concorrentes diretos, como Volkswagen Constellation 24.280, Mercedes-Benz Atego 2730 e Scania P 270, a leitura é de mercado bem competitivo e com preços que também variam bastante conforme ano e versão. Para comprar, faz mais sentido olhar o estado real da unidade, histórico de manutenção e aplicação do que tentar ganhar só na etiqueta FIPE. Para vender, a curva ainda está relativamente forte para um caminhão vocacional Volvo, mas preço pedido acima do estado do veículo vai travar negócio rápido.
Consulte a placa para saber se tem multas, restrições, sinistro, gravame e mais.
Consultar placa do veículoPerguntas comuns de quem está comprando ou já tem o modelo na frota.
Sim. A Volvo posiciona o VM City para aplicações urbanas de distribuição, então ele nasceu para esse tipo de uso. É justamente aí que a configuração 4x2, cabine simples e proposta vocacional fazem mais sentido.
Não. A Volvo descreve o VM City como um caminhão voltado a operações do dia a dia, sem necessidade de cabine leito. Se você roda muito e precisa pernoitar na cabine, essa não é a versão certa.
A ficha técnica consultada informa 270 cv. Em fichas mais recentes da linha VM City, há variação de nomenclatura e até atualização para 290 cv em algumas consultas, mas a versão referida aqui aparece com 270 cv.
A Volvo informa caixa manual de seis marchas no VM City. É uma solução simples, robusta e alinhada ao uso de frota.
Sim. Foi localizada reclamação pública sobre superaquecimento, baixa de água e quebra de cárter. Isso não define o modelo inteiro, mas é um sinal de alerta que não deve ser ignorado numa compra usada.
O Volvo VM 270 City vale a pena para frotas e transportadores que precisam de um 4x2 urbano de verdade, com proposta de trabalho, mecânica conhecida e rede oficial forte. Ele entrega exatamente o que promete no recorte certo: distribuição, robustez e uso diário. Por outro lado, não é boa escolha para quem precisa de cabine leito, mais versatilidade fora do 4x2 ou quer fugir de um possível custo de manutenção mais alto. Se a operação é urbana e a unidade está bem cuidada, ele entra na lista; se o uso for mais pesado ou rodoviário, eu olharia outra versão da linha VM.