O Geely EX5 EM-i desembarcou no Porto de Paranaguá (PR) no último dia 31 de março, marcando a estreia da marca chinesa no mercado brasileiro. O SUV médio híbrido plug-in (PHEV) será nacionalizado ainda no segundo semestre de 2026 na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, prometendo cutucar o segmento dominado por BYD e GWM com preços mais agressivos a partir de 2027.

Do porto para a linha de montagem
A primeira leva do EX5 EM-i chega importada da China (onde é vendido como Galaxy Starship 7) para abastecer as concessionárias já em abril de 2026. Porém, a grande aposta da Geely está na produção local: o modelo será o primeiro veículo da marca fabricado no Brasil, utilizando o Complexo Ayrton Senna da Renault no Paraná.
Essa estratégia de nacionalização rápida visa reduzir o preço final em cerca de 15%. Enquanto os primeiros lotes devem sair por valores entre R$ 235 mil e R$ 265 mil, a meta é alcançar a faixa de R$ 199 mil a R$ 230 mil já em 2027, posicionando o EX5 EM-i como alternativa mais barata que o Haval H6 PHEV e o BYD Song Plus.
Ficha técnica e números reais
O sistema EM-i (Efficient Modular Intelligence) combina um motor 1.5 a gasolina de ciclo Atkinson (111 cv) com um motor elétrico de ímãs permanentes (218 cv). A potência combinada fica na casa dos 218-220 cv, com tração dianteira obrigatória — não há versão 4×4 prevista para o Brasil.
A Geely oferece duas configurações de bateria LFP: 8,5 kWh e 19,1 kWh. No ciclo chinês CLTC, prometem 55 km e 120 km de autonomia elétrica. Na prática brasileira, contudo, espere algo próximo de 40-45 km na versão menor e 85-95 km na maior. O consumo real, segundo projeções do Inmetro, deve ficar entre 16 e 18 km/l com a bateria carregada, caindo para 14-15 km/l quando o modo híbrido convencional assume.
| Especificação | Dado Técnico |
|---|---|
| Motor combustão | 1.5L 4 cil., 111 cv, 13,9 kgfm |
| Motor elétrico | PMSM, 218 cv |
| Potência combinada | ~218-220 cv |
| Transmissão | E-DHT automática (1 velocidade) |
| Baterias | 8,5 kWh / 19,1 kWh (LFP) |
| Autonomia elétrica (real) | 40-45 km / 85-95 km |
| Consumo estimado | 16-18 km/l (com carga) |
| Dimensões (C x L x A) | 4.740 x 1.900 x 1.680 mm |
| Entre-eixos | 2.750 mm |
| Porta-malas | ~550 litros |
| Peso estimado | ~1.850 kg |
| Tração | Dianteira (4×2) |
Concorrentes diretos e preços de mercado
O segmento de SUVs médios plug-in híbridos aqueceu rapidamente no Brasil. O EX5 EM-i enfrentará rivais estabelecidos, embora a Geely aposte na agressividade de preços pós-nacionalização.
| Modelo | Potência | Bateria | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| Geely EX5 EM-i (2026) | 218 cv | 8,5/19,1 kWh | 235.000 – 265.000 |
| GWM Haval H6 PHEV | 326 cv | 34 kWh | 229.900 – 249.900 |
| BYD Song Plus DM-i | 218 cv | 18,3 kWh | 224.800 – 244.800 |
O destaque do H6 é a bateria maior, que garante mais autonomia elétrica pura. Já o EX5 compensa com eficiência do ciclo Atkinson e, principalmente, o compromisso de produção local — algo que deve impactar positivamente na FIPE e custos de IPVA futuros.

Impacto para o consumidor brasileiro
A chegada do EX5 EM-i representa mais que uma nova opção de catálogo: sinaliza a entrada definitiva da Geely como player de volume no Brasil. A escolha da fábrica da Renault em São José dos Pinhais indica aproveitamento da estrutura logística paranaense, com acesso facilitado ao Porto de Paranaguá.
Para o comprador, o diferencial será o custo de manutenção. Diferente de elétricos puros, o PHEV não exige mudanças radicais na oficina, mas é fundamental verificar a rede de concessões — a Geely promete 50 pontos de venda até dezembro de 2026. Antes de fechar negócio, consulte o histórico do veículo pela placa para evitar unidades de demonstração com procedência duvidosa.</p

