As motos mais vendidas em março de 2026 mostraram, mais uma vez, a força da Honda no Brasil. No ranking parcial até o dia 27, a CG 160 abriu vantagem, enquanto Biz, Pop 110i e Bros confirmaram a preferência por motos de trabalho e uso urbano.
O número chama atenção, mas a leitura vai além do placar. Aqui você vê o ranking, os preços típicos de cada modelo, o destaque de cada um e o ponto fraco que pesa na hora da compra.
Ranking das motos mais vendidas em março de 2026 até o dia 27
O corte do mês mostra um cenário bem claro: Honda dominando o topo e motos de entrada puxando o volume. Não tem mistério. Quem vende no Brasil, quase sempre, entrega preço baixo, manutenção simples e revenda fácil.
| Posição | Modelo | Emplacamentos | Preço típico 0 km | Destaque |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Honda CG 160 | 43.136 | a partir de cerca de R$ 16 mil | líder absoluta em uso urbano |
| 2 | Honda Biz | 23.207 | cerca de R$ 12 mil a R$ 16 mil | praticidade e baixo custo |
| 3 | Honda Pop 110i | 22.182 | cerca de R$ 10 mil a R$ 12 mil | porta de entrada mais barata |
| 4 | Honda NXR 160 Bros | 15.748 | cerca de R$ 20 mil a R$ 24 mil | uso misto e suspensão alta |
| 5 | Mottu Sport 110i | 9.863 | modelo de frota, não varejo comum | peso forte do delivery |
| 6 | Yamaha YBR 150 | 6.478 | cerca de R$ 17 mil a R$ 20 mil | street tradicional |
| 7 | Honda CB 300F | 5.831 | cerca de R$ 25 mil a R$ 30 mil | salto de cilindrada sem exagero |
| 8 | Honda XRE 190 | 4.915 | cerca de R$ 22 mil a R$ 25 mil | trail leve e versátil |
| 9 | Honda PCX 160 | 4.498 | cerca de R$ 18 mil a R$ 22 mil | scooter urbana com conforto |
| 10 | Yamaha Fazer 250 | 3.822 | cerca de R$ 24 mil a R$ 28 mil | motor 250 com fama de robusto |
Vale notar um ponto: esse ranking é parcial, até o dia 27. Então não dá para tratar como fechamento oficial do mês. Mas a fotografia do mercado já está bem nítida.
Honda CG 160: a moto que manda no Brasil
A CG 160 continua sendo o carro-chefe da Honda. Ou melhor: a moto-chefe. Ela vende porque faz o básico muito bem. É leve, simples, econômica e tem manutenção que não assusta.
Na prática, é a escolha de quem roda todo dia. Entregador, trabalhador autônomo, frotista e até quem quer a primeira moto olham para ela antes de qualquer outra. O motor 160 não empolga, mas aguenta rotina pesada sem drama.
Preço típico: a partir de cerca de R$ 16 mil.
Destaque: revenda forte e rede enorme.
Ponto fraco: acabamento simples e pouca graça para quem quer mais conforto.

Honda Biz: a queridinha da cidade
A Biz é um fenômeno brasileiro. Não é a mais barata, nem a mais potente. Mesmo assim, vende muito porque resolve a vida de quem quer praticidade. O espaço para bagagem sob o banco ajuda no dia a dia.
Ela conversa com quem faz mercado, leva criança, roda em trajetos curtos e não quer lidar com marcha. O conjunto é simples, fácil de pilotar e leve no trânsito apertado. Mas o desempenho é modesto, claro.
Preço típico: cerca de R$ 12 mil a R$ 16 mil.
Destaque: praticidade urbana e consumo baixo.
Ponto fraco: desempenho limitado em estrada e preço acima de rivais simples.
Honda Pop 110i: barata, simples e vendida aos montes
Se o assunto é preço, a Pop 110i joga pesado. Ela é a porta de entrada para muita gente que quer sair do transporte público ou da bicicleta motorizada. É leve, fácil de manobrar e muito econômica.
O problema aparece quando se olha para acabamento e conforto. O banco é simples, o painel é básico e a moto passa sensação de economia em tudo. Para uso urbano curto, funciona. Para uso mais longo, cansa rápido.
Preço típico: cerca de R$ 10 mil a R$ 12 mil.
Destaque: custo de compra baixo.
Ponto fraco: simplicidade extrema e pouca folga para uso pesado.

Honda NXR 160 Bros: a trail que virou solução de trabalho
A Bros vende bem porque entrega algo que muita moto barata não oferece: posição alta, suspensão mais generosa e facilidade para encarar rua ruim. No Brasil real, isso conta muito. Asfalto remendado não falta.
Ela é uma escolha comum fora dos grandes centros e também entre quem precisa de uma moto para estrada ruim, buraco e piso irregular. O motor não é forte, mas o conjunto passa confiança. E isso pesa mais que cavalo no papel.
Preço típico: cerca de R$ 20 mil a R$ 24 mil.
Destaque: suspensão e posição de pilotagem.
Ponto fraco: preço já encosta em motos mais sofisticadas.
Mottu Sport 110i: o efeito frota no ranking
A presença da Mottu Sport 110i no top 5 diz muito sobre o mercado. Ela não entra como moto de varejo tradicional. O volume vem do uso por assinatura e frota, principalmente em operação de entrega.
Isso muda a leitura do ranking. Parte do crescimento das motos de baixa cilindrada não vem só do consumidor final. Vem de empresas e profissionais que buscam custo fixo previsível. E aí a conta fecha rápido.
Preço típico: não é comparável como varejo comum.
Destaque: força no delivery e na locação.
Ponto fraco: não serve como referência direta de compra tradicional.
Yamaha YBR 150 e Fazer 250: a resposta da Yamaha
A Yamaha aparece bem, mas ainda atrás da Honda em volume. A YBR 150 é a rival natural da CG. Já a Fazer 250 sobe um degrau e mira quem quer mais motor sem partir para uma moto grande demais.
a Yamaha costuma agradar pela mecânica confiável e pelo acerto equilibrado. Só que o preço, em algumas versões, fica perto demais da Honda. E aí a rede menor pesa na decisão.
Preço típico da YBR 150: cerca de R$ 17 mil a R$ 20 mil.
Preço típico da Fazer 250: cerca de R$ 24 mil a R$ 28 mil.
Ponto fraco: revenda e capilaridade menores que as da Honda.
Honda CB 300F, XRE 190 e PCX 160: quando o comprador sobe de faixa
Esses modelos mostram que o mercado de motos não vive só de entrada. A CB 300F atrai quem quer uma naked mais forte. A XRE 190 atende quem mistura asfalto e estrada ruim. A PCX 160 entra no grupo das scooters mais desejadas.
O ponto em comum é o preço já menos acessível. A partir daí, o comprador começa a comparar conforto, consumo e revenda com mais cuidado. Não é compra por impulso. É conta na ponta do lápis.
Preço típico da CB 300F: cerca de R$ 25 mil a R$ 30 mil.
Preço típico da XRE 190: cerca de R$ 22 mil a R$ 25 mil.
Preço típico da PCX 160: cerca de R$ 18 mil a R$ 22 mil.
Concorrentes diretos e onde cada uma perde força
Comparar esse ranking com as rivais ajuda a entender por que a Honda continua dominando. A CG enfrenta Yamaha Factor e outras street de entrada. A Biz briga com scooters simples. A Bros encara trail leves da Yamaha e de marcas menores.
O problema de muitas rivais está no pós-venda. Preço inicial menor até existe. Mas rede, revenda e disponibilidade de peças pesam muito no Brasil. É aí que boa parte das motos “mais baratas” perde a batalha.
| Modelo | Concorrente direto | Preço 0 km | Leitura rápida |
|---|---|---|---|
| Honda CG 160 | Yamaha Factor 150 | a partir de cerca de R$ 16 mil | Honda leva em revenda |
| Honda Biz | Yamaha Neo 125 | cerca de R$ 12 mil a R$ 16 mil | Biz é mais forte em mercado |
| Honda Pop 110i | Shineray Worker 125 | cerca de R$ 10 mil a R$ 12 mil | Pop ganha em liquidez |
| Honda NXR 160 Bros | Yamaha Crosser 150 | cerca de R$ 20 mil a R$ 24 mil | Bros tem rede e nome forte |
- Revenda: sai fácil e perde menos valor que boa parte das rivais.
- Manutenção: peças abundantes e custo previsível.
- Uso diário: aguenta rotina pesada sem frescura.
- Conforto: é básica e não entrega luxo nenhum.
- Desempenho: o motor é correto, mas sem brilho.
- Preço: já não é tão barata quanto parece no nome da categoria.
- Praticidade: fácil de pilotar e útil no dia a dia.
- Baixo consumo: ajuda muito em uso urbano curto.
- Mercado: tem aceitação forte na revenda.
- Desempenho: não gosta de estrada nem de pressa.
- Preço: já encosta em scooters mais completas.
- Conforto: é simples, sem grandes refinamentos.
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
Esse ranking de março de 2026 é o fechamento do mês?
Não. O levantamento é parcial e vai até o dia 27. Serve como retrato forte do mês, mas não como resultado final.
Por que a Honda domina tanto o ranking?
Porque junta rede ampla, revenda forte, manutenção simples e modelos muito alinhados ao uso real do brasileiro. Preço ajuda. Muito.
A Mottu Sport 110i é boa referência para compra?
Não como varejo tradicional. Ela aparece no ranking por força de frota e locação, então o volume tem leitura diferente das motos comuns de loja.
Qual moto do ranking faz mais sentido para trabalho?
CG 160, Pop 110i e Biz são as escolhas mais óbvias. A Bros também entra bem se a rota tiver buraco, estrada ruim e piso irregular.
Vale olhar concorrentes antes de fechar negócio?
Sim. Compare preço, revenda e custo de manutenção. E, antes de fechar negócio, consulte o histórico da moto pela placa para evitar surpresa com gravame ou sinistro.
Para dados oficiais de mercado e especificações, vale consultar o site oficial da Honda e os relatórios da Fenabrave. Isso ajuda a separar volume real de ruído de mercado.

