Motos mais vendidas do Brasil em março de 2026 até o dia 28: a Honda segue mandando no ranking, mas o recorte do mês também mostra a força de motos de entrada e de uso profissional. Abaixo, você vê o top 10, os preços de cada modelo, os pontos fortes, os pontos fracos e o que esse ranking realmente diz sobre o mercado brasileiro.
Ranking das motos mais vendidas em março de 2026
O topo do mês não traz surpresa: a Honda CG 160 abriu vantagem folgada, seguida por Biz e Pop 110i. O dado mais interessante está na mistura entre motos de uso pessoal e modelos puxados por frotas, como a Mottu Sport 110i. Isso muda a leitura do ranking e ajuda a entender por que volume nem sempre significa venda ao consumidor final.
| Posição | Modelo | Emplacamentos até 28/03 | Preço público | Destaque | Ponto fraco |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Honda CG 160 | 43.414 | R$ 16.770 a R$ 19.910 | Revenda forte e baixo custo de uso | Acabamento simples |
| 2 | Honda Biz | 23.364 | R$ 12.000 a R$ 14.970 | Praticidade urbana | Desempenho modesto |
| 3 | Honda Pop 110i | 22.321 | faixa de entrada do mercado | Preço baixo e manutenção simples | Conforto básico |
| 4 | Honda NXR 160 Bros | 15.826 | faixa acima da CG 160 | Uso misto e suspensão | Preço já pesa |
| 5 | Mottu Sport 110i | 9.866 | modelo de frota/locação | Força em uso profissional | Leitura de varejo distorcida |
| 6 | Yamaha YBR 150 | 6.500 | faixa de entrada/média | Boa reputação mecânica | Rede menor que a Honda |
| 7 | Honda CB 300F | 5.868 | faixa média | Mais motor e presença | Consumo maior |
| 8 | Honda XRE 190 | 4.946 | faixa média alta | Versatilidade | Preço e seguro |
| 9 | Honda PCX 160 | 4.518 | faixa alta de scooters | Conforto urbano | Custo de compra |
| 10 | Yamaha Fazer 250 | 3.845 | faixa média alta | Motor forte | Consumo e preço |

1. Honda CG 160
A CG 160 continua sendo a moto mais lógica para muita gente no Brasil. Ela junta preço ainda relativamente acessível, mecânica conhecida, manutenção simples e revenda muito forte. Em março, liderou com 43.414 emplacamentos, um número que mostra o peso do modelo no dia a dia de quem trabalha, roda muito e quer gastar pouco.
Preço: R$ 16.770 a R$ 19.910, conforme a versão. A linha atual é formada por Start, Cargo, Fan e Titan. Para quem quer comprar sem susto, é a moto que conversa melhor com o bolso do brasileiro na faixa de entrada e média-baixa. Consulte também FIPE e IPVA antes de fechar negócio.
Destaque: motor de 162,7 cm³, câmbio de 5 marchas e fama de moto que aguenta rotina pesada. Ponto fraco: acabamento simples e pacote de equipamentos enxuto. Para quem busca só mobilidade e custo por quilômetro baixo, ela entrega exatamente o que promete. site oficial da Honda
| Ficha técnica | Dados |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, OHC, arrefecido a ar |
| Cilindrada | 162,7 cm³ |
| Potência | 14,4 cv (gasolina) / 14,7 cv (etanol) |
| Torque | 1,41 kgf·m (gasolina) / 1,43 kgf·m (etanol) |
| Câmbio | Manual, 5 marchas |
| Combustível | Gasolina / etanol, conforme versão |
| Tanque | 14 litros |
| Peso seco | Cerca de 117 a 120 kg |
| Entre-eixos | Cerca de 1.311 mm |
| Altura do assento | Cerca de 796 mm |

2. Honda Biz 125
A Biz vende porque facilita a vida. Tem posição de pilotagem amigável, consumo baixo e a praticidade que muita gente procura para ir ao trabalho sem complicação. Foram 23.364 unidades em março, um volume enorme para uma moto que custa menos que várias rivais automáticas e ainda mantém boa revenda.
Preço: R$ 12.000 na ES e R$ 14.970 na EX. Destaque: semiautomática de 4 marchas e uso urbano sem sofrimento, principalmente para quem não quer lidar com embreagem. Ponto fraco: desempenho contido e tanque pequeno. Na prática, ela é uma solução de mobilidade, não uma moto para rodar forte.
A Biz também costuma ser uma compra racional para quem olha manutenção e seguro. Para comparar com o custo anual, vale checar CNH e gravame se a compra for usada. Entre as rivais, a Honda Elite 125 e a Yamaha Neo 125 aparecem como referências mais diretas.
3. Honda Pop 110i
A Pop 110i é a porta de entrada do mercado de motos. Não é a mais confortável, nem a mais completa, mas entrega o básico com eficiência e preço baixo. O ranking mostra isso: 22.321 emplacamentos até o dia 28, quase encostando na Biz. É compra de quem quer se locomover gastando o mínimo possível.
Preço: varia por região e frete, mas fica na faixa de entrada do mercado. Destaque: manutenção simples e consumo muito baixo. Ponto fraco: pacote espartano, sem frescura e com foco total em custo. Para muitos brasileiros, isso basta.

Ela também faz sentido para quem roda pouco, trabalha perto de casa ou precisa de uma moto para deslocamento básico. Em compra usada, uma consulta veicular pela placa ajuda a evitar surpresa com sinistro, leilão ou restrição. Veja também consultar placa e RENAVAM.
4. Honda NXR 160 Bros
A Bros aparece no ranking com 15.826 unidades e segue com o mesmo apelo de sempre: suspensão mais alta, uso misto e boa imagem entre quem enfrenta rua ruim, estrada de terra ou buraco diário. O nome comercial mais conhecido é Bros 160, e ela continua sendo uma das motos mais versáteis da Honda.
Preço: fica acima da CG 160, já entrando numa faixa em que o comprador pensa mais antes de assinar. Destaque: robustez e posição de pilotagem. Ponto fraco: custo maior, inclusive no seguro em certas regiões. Em cidade com asfalto ruim, ela faz mais sentido que muita moto “bonita” e baixa.
5. Mottu Sport 110i
A presença da Mottu Sport 110i no top 5 mostra o peso das frotas e da locação no mercado atual. Foram 9.866 emplacamentos até o dia 28, número relevante para um modelo que não disputa o mesmo jogo das motos de varejo tradicional. Aqui, o volume vem muito do uso profissional.
Preço: não dá para comparar com uma moto comum de loja, porque a lógica de aquisição passa por operação e locação. Destaque: presença forte em entregas e trabalho. Ponto fraco: o ranking pode inflar por efeito de frota, então não mede só desejo do consumidor final.

6. Yamaha YBR 150
A Yamaha YBR 150 aparece com 6.500 unidades e mantém a imagem de moto honesta, mecânica confiável e boa para o uso diário. Ela não vende tanto quanto as Honda, mas segue relevante justamente por entregar uma proposta simples e conhecida. Para quem quer fugir da unanimidade, é um nome que merece consideração.
Preço: faixa de entrada/média. Destaque: reputação mecânica e pilotagem amigável. Ponto fraco: rede e revenda ainda ficam atrás da Honda em várias praças. O consumidor brasileiro pesa isso na hora de comprar.
7. Honda CB 300F
Com 5.868 emplacamentos, a CB 300F já fala com um público que quer mais motor, mas sem partir para uma moto grande demais. Ela entra no ranking como opção de uso urbano com fôlego extra. O preço sobe, e isso naturalmente derruba o volume em relação às motos de entrada.
Preço: faixa média. Destaque: desempenho superior às 160 cm³. Ponto fraco: consumo maior e compra menos racional para quem só quer ir do ponto A ao B. Se a ideia é economia, a CG faz mais sentido.
8. Honda XRE 190
A XRE 190 fechou o período com 4.946 unidades e segue como uma trail de uso urbano e rodoviário leve. Ela agrada quem quer moto alta, visual mais encorpado e versatilidade para enfrentar piso ruim. É uma escolha mais emocional, mas ainda assim com apelo prático.
Preço: faixa média alta. Destaque: conforto e posição de pilotagem. Ponto fraco: seguro e preço já apertam o orçamento. Para muita gente, a diferença para a Bros não compensa.
9. Honda PCX 160
A PCX 160 vendeu 4.518 unidades e continua sendo uma scooter forte entre quem quer conforto urbano. Ela elimina câmbio manual, facilita a vida no trânsito e entrega um conjunto mais refinado para o dia a dia. O problema é o preço, que afasta parte do público.
Preço: faixa alta para o segmento. Destaque: praticidade e conforto. Ponto fraco: custo inicial elevado. Para quem roda muito em cidade grande, faz sentido; para quem olha só o valor de compra, pesa bastante.
10. Yamaha Fazer 250
A Fazer 250 fechou o top 10 com 3.845 emplacamentos. É uma moto que entrega mais motor e uma proposta mais madura, mas entra em um pedaço do mercado em que o preço e o consumo já começam a exigir mais do comprador. Ainda assim, mantém público fiel.
Preço: faixa média alta. Destaque: motor mais forte e uso versátil. Ponto fraco: consumo acima das 160 cm³ e custo total maior.
O que esse ranking mostra sobre o mercado
O recado é claro: o brasileiro continua comprando moto com base em preço, consumo, manutenção e revenda. A Honda domina porque acertou nessa equação por anos. A Mottu cresce por um motivo diferente: frota e operação profissional. Já Yamaha e outras marcas brigam por espaço com produtos corretos, mas sem a mesma capilaridade.
Se você olha só o valor de compra, pode errar a conta. O que pesa de verdade é custo por quilômetro, disponibilidade de peça, seguro e liquidez na revenda. Em moto de entrada, essa diferença aparece rápido. Antes de fechar negócio, consulte o histórico do veículo pela placa e veja se há restrição, sinistro ou passagem por leilão.
Comparativo rápido com rivais diretas
| Modelo | Preço | Motor | Destaque |
|---|---|---|---|
| Honda CG 160 | R$ 16.770 a R$ 19.910 | 162,7 cm³ | Revenda e custo de uso |
| Yamaha YBR 150 | faixa de entrada/média | 150 cm³ | Confiabilidade |
| Honda Biz 125 | R$ 12.000 a R$ 14.970 | 123,9 cm³ | Praticidade urbana |
| Honda Pop 110i | faixa de entrada | 110 cm³ | Preço baixo |
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
Qual foi a moto mais vendida do Brasil em março de 2026?
A Honda CG 160 liderou o ranking com 43.414 emplacamentos até o dia 28 de março.
Por que a Honda domina tanto o ranking?
Porque junta rede ampla, manutenção conhecida, peças fáceis de achar e revenda forte. No Brasil, isso pesa mais que visual ou propaganda.
A Mottu Sport 110i entra no ranking de varejo?
Ela aparece muito forte, mas parte do volume vem de frota e locação. Isso muda a leitura do ranking e precisa ser levado em conta.
Qual moto faz mais sentido para quem quer economizar?
Entre as mais vendidas, a Pop 110i e a Biz 125 costumam ser as escolhas mais racionais para uso urbano e custo baixo.
Vale olhar só o preço de compra?
Não. Consumo, seguro, revisão, revenda e histórico do veículo podem mudar muito a conta final.
Onde checar dados oficiais da marca?
O ideal é conferir o site oficial da Honda e, se for usada, fazer uma consulta veicular antes de fechar o negócio.
