A Honda registrou em março de 2026 o seu melhor mês de emplacamentos no Brasil em 14 anos. Foram 145.325 unidades, puxadas pela CG 160, pela Biz e pela Pop 110i. Mas o que esse número diz sobre o mercado, o preço das motos e a força da marca?
Honda em março de 2026: por que esse número chama atenção
O volume de 145.325 motos em um único mês é pesado. E mais: ele só perde para dezembro de 2010, com 153.240 unidades, e dezembro de 2011, com 154.599.
Na prática, isso mostra duas coisas. A Honda segue dominante no Brasil, e a moto continua sendo compra racional. Serve para trabalhar, fugir do trânsito e gastar menos que um carro.
O destaque foi a CG 160, responsável por cerca de 33% dos emplacamentos da marca. É a velha fórmula que funciona: preço mais baixo que um carro, manutenção simples e revenda forte.
Ranking das motos Honda que mais puxaram o mês
Nem toda Honda vende por charme. Vende porque entrega o básico certo. E, no Brasil, isso pesa mais que qualquer discurso de marketing.
| Ranking | Modelo | Emplacamentos em março de 2026 | Destaque |
|---|---|---|---|
| 1 | Honda CG 160 | Cerca de 33% do total da marca | É a moto de trabalho e uso diário mais forte da linha |
| 2 | Honda Biz | 25.946 unidades | Automática simples, econômica e muito procurada na cidade |
| 3 | Honda Pop 110i | 24.639 unidades | Preço de entrada e consumo baixo |
A CG 160 é a moto que banca a conta. A Biz vende por praticidade. Já a Pop 110i entra como porta de acesso para quem quer rodar gastando pouco.

Esse trio explica muito da força da Honda. São produtos com apelo real no Brasil. Não dependem de imagem. Dependem de custo por quilômetro rodado.
Preço das principais Honda que dominaram o mês
Preço manda. Sempre mandou. E a Honda sabe jogar esse jogo melhor que quase todo mundo no país.
| Modelo | Preço público 0 km | Motor | Destaque | Ponto fraco |
|---|---|---|---|---|
| Honda CG 160 | R$ 16 mil a R$ 20 mil | 162,7 cm³ | Equilíbrio entre custo, rede e revenda | Acabamento simples |
| Honda Biz | R$ 12 mil a R$ 16 mil | 109,1 cm³ ou 124,9 cm³ | Praticidade no uso urbano | Desempenho limitado |
| Honda Pop 110i | R$ 10 mil a R$ 12 mil | 109,1 cm³ | Preço de entrada | Conforto bem básico |
Não tem mistério aqui. A Pop é a mais barata. A Biz sobe um degrau em praticidade. A CG 160 custa mais, mas também entrega mais fôlego e melhor revenda.

O que explica a força da Honda no Brasil
O crescimento não veio do nada. A moto virou ferramenta de trabalho e solução de mobilidade. Para quem faz entrega ou encara 30 km por dia, o carro ficou caro demais.
Outro ponto é a habilitação categoria A. Mais gente tira CNH para moto, e isso amplia a base de compradores. Some crédito mais acessível e pronto: o volume dispara.
A Honda também joga com uma vantagem brutal. Rede ampla, peça fácil e revenda rápida. Isso reduz o medo de comprar. E medo trava venda.
Concorrentes que tentam encostar
Yamaha e Shineray brigam no volume, mas a Honda ainda tem mais força de marca. No uso real, isso pesa na hora de revender e de fazer manutenção.
| Modelo | Preço 0 km | Motor | Destaque |
|---|---|---|---|
| Yamaha Factor 150 | R$ 16 mil a R$ 18 mil | 150 cm³ | Boa alternativa à CG 160 |
| Yamaha Fazer 150 | R$ 18 mil a R$ 20 mil | 150 cm³ | Mais equipada |
| Shineray Worker 150 | R$ 12 mil a R$ 15 mil | 150 cm³ | Preço agressivo |
| Yamaha Neo 125 | R$ 13 mil a R$ 15 mil | 125 cm³ | Concorrente da Biz |
A Yamaha encosta em alguns pontos, mas ainda não tem a mesma capilaridade da Honda. Já a Shineray briga no preço, só que a percepção de pós-venda ainda pesa contra.
Se a comparação for fria, a Honda cobra mais em alguns casos. Só que o mercado aceita isso porque a marca entrega previsibilidade. E previsibilidade vende muito no Brasil.
- Rede: Concessionárias e assistência espalhadas pelo país.
- Revenda: A CG 160, a Biz e a Pop 110i giram rápido no mercado.
- Custo de uso: Consumo baixo e manutenção simples ajudam no dia a dia.
- Preço: A Honda costuma cobrar mais que rivais chinesas e algumas Yamaha.
- Acabamento: Em modelos de entrada, o plástico duro aparece sem disfarce.
- Equipamentos: Em várias versões, entrega o básico e só.
Plano de investimento e produção da marca
A Honda disse que vai investir R$ 1,6 bilhão até 2029. Também projeta 1,6 milhão de unidades produzidas em 2026. É um recado claro: a marca quer seguir mandando no segmento.
Em 2026, a operação de Manaus completa 50 anos de produção de motos no Brasil. Isso ajuda a explicar a força industrial da empresa. Não é apenas venda. É escala, cadeia e presença local.
Quer checar a estrutura da marca? O site oficial da Honda traz a linha atualizada e as versões vendidas no país.

Ficha rápida da Honda CG 160, Biz e Pop 110i
Esses três modelos explicam quase tudo. Um atende trabalho. Outro atende cidade. O terceiro é a porta de entrada mais barata.
| Modelo | Consumo | Uso mais comum | Força principal |
|---|---|---|---|
| Honda CG 160 | 40 a 45 km/l | Trabalho e deslocamento diário | Equilíbrio geral |
| Honda Biz | 45 a 55 km/l | Cidade e uso misto | Praticidade |
| Honda Pop 110i | 45 a 55 km/l | Entrada e mobilidade barata | Preço baixo |
No bolso, a diferença aparece rápido. A Pop consome pouco e custa menos. A Biz entrega mais facilidade. A CG 160 cobra mais, mas também aguenta mais abuso de uso.
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
Quanto a Honda vendeu em março de 2026?
145.325 unidades. Foi o melhor mês da marca em 14 anos no Brasil, atrás apenas de dezembro de 2010 e dezembro de 2011.
Qual moto Honda mais vendeu no mês?
A CG 160. Ela respondeu por cerca de 33% dos emplacamentos da marca e segue como o principal produto da Honda no país.
Quanto custa a Honda Pop 110i 0 km?
De R$ 10 mil a R$ 12 mil. É a porta de entrada da marca e costuma ser uma das opções mais baratas entre as motos novas.
A Honda Biz consome muito?
Não. A faixa costuma ficar entre 45 e 55 km/l, dependendo do uso e da versão. Na cidade, ela faz sentido para quem roda todo dia.
Vale mais a pena comprar CG 160 ou Biz?
Depende do uso. A CG 160 é melhor para trabalho pesado e estrada curta; a Biz é mais prática na cidade e costuma gastar menos combustível.
Como conferir o histórico de uma moto usada antes da compra?
Vale consultar pela placa antes de fechar negócio. Uma checagem veicular pode mostrar sinistro, gravame, leilão e outros registros que mudam o valor da moto.

