A Honda CB 300R foi a naked mais vendida do Brasil entre 2009 e 2015. Com motor DOHC de 293 cc, câmbio de 6 marchas e confiabilidade Honda, ela definiu o segmento das nakeds intermediárias por quase uma década. Neste review completo, trazemos ficha técnica, preços FIPE atualizados, prós e contras, comparativo com concorrentes e FAQ — tudo para você decidir se vale a pena comprar uma usada em 2026.
Ficha técnica — Honda CB 300R
| Especificação | Dados |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, 4 tempos, DOHC, 4 válvulas, arrefecimento a ar |
| Cilindrada | 293,5 cc |
| Combustível | Flex (gasolina e etanol) — a partir de 2012 |
| Potência | 25,4 cv a 7.500 rpm (etanol) / 23,7 cv (gasolina) |
| Torque | 2,54 kgfm a 6.000 rpm (etanol) |
| Câmbio | 6 marchas |
| Alimentação | Injeção eletrônica PGM-FI |
| Partida | Elétrica |
| Suspensão dianteira | Garfo telescópico convencional, curso de 130 mm |
| Suspensão traseira | Monoamortecedor Pro-Link |
| Freio dianteiro | Disco 296 mm (CBS nas versões mais recentes) |
| Freio traseiro | Disco 220 mm |
| Rodas | Dianteira 17″ / Traseira 17″ (liga leve) |
| Tanque | 13 litros |
| Peso (seco) | 158 kg |
| Altura do assento | 793 mm |
| Entre-eixos | 1.385 mm |
| Consumo médio (gasolina) | ~30 km/L (estrada) / ~25 km/L (cidade) |
| Consumo médio (etanol) | ~22 km/L (estrada) / ~18 km/L (cidade) |
| Autonomia estimada | 325–390 km (gasolina) |
Fonte: Honda Motos Brasil — dados da CB 300R Flex 2015
História e evolução da CB 300R
A Honda CB 300R nasceu em 2009 para substituir a lendária CBX 250 Twister — uma missão nada fácil. A Twister era ícone entre os jovens motociclistas e qualquer sucessora precisaria provar que merecia o lugar. A CB 300R não só provou como dominou: durante anos, foi a naked mais emplacada do Brasil, abrindo caminho para toda uma geração de pilotos que queriam mais que uma CG, mas não estavam prontos (ou dispostos) a pagar por uma moto importada.
Linha do tempo de atualizações
- 2009: Lançamento com motor DOHC de 293,5 cc e 23,7 cv (gasolina). Primeira naked brasileira da Honda com injeção eletrônica PGM-FI e câmbio de 6 marchas. Design inspirado nas linhas da Hornet.
- 2010-2011: Consolidação como líder absoluta de vendas no segmento. Pequenas atualizações em cores e grafismos. Problema crônico do retificador de voltagem afeta parte da produção.
- 2012: Grande atualização — chega o motor flex (gasolina + etanol), elevando a potência para 25,4 cv com etanol. Novo painel digital e ajustes na ergonomia.
- 2013: Introdução do sistema CBS (Combined Brake System) na versão top. Novas opções de cores.
- 2014-2015: Últimos anos de produção. Versão Limited Edition com detalhes exclusivos. A Honda já preparava a sucessora.
- 2016: Descontinuada. Substituída pela CB 250F Twister — ironicamente, um retorno ao nome Twister, mas com motor menor (250 cc) e plataforma mais simples.
A decisão da Honda de substituir uma 300 cc DOHC por uma 250 cc OHC gerou polêmica entre os entusiastas. Muitos consideram a CB 300R mecanicamente superior à sua sucessora — o que explica por que unidades bem conservadas mantêm boa cotação no mercado até hoje. Existe até um ditado nos grupos de motociclistas: “a Honda errou ao trocar a 300 pela 250”. Exagero ou não, o fato é que a CB 300R construiu uma reputação difícil de igualar no segmento.
Para entender melhor a importância do histórico ao comprar uma usada, confira nosso guia sobre histórico veicular.
Desempenho e pilotagem
Motor e potência
O grande trunfo da CB 300R sempre foi seu motor. O monocilíndrico DOHC de 4 válvulas com 293,5 cc era (e continua sendo) o mais sofisticado da sua categoria no Brasil. Enquanto a concorrência usava motores OHC de 2 válvulas, a Honda entregava um propulsor que gira mais livre, responde mais rápido e entrega potência de forma mais linear.
Os 25,4 cv (etanol) podem parecer modestos no papel, mas na prática a CB 300R surpreendia. O câmbio de 6 marchas — exclusividade na faixa de preço — permitia manter o motor sempre na faixa ideal de rotação, seja no trânsito urbano ou em estrada. A sexta marcha longa reduzia rotações em velocidade de cruzeiro, melhorando consumo e diminuindo vibração.
O motor flex, disponível a partir de 2012, adicionou versatilidade: o piloto podia abastecer com gasolina, etanol ou qualquer mistura sem perda de desempenho significativa. Na prática, a gasolina entregava melhor autonomia, enquanto o etanol rendia um pouco mais de potência. A injeção eletrônica PGM-FI da Honda adaptava automaticamente os parâmetros do motor ao tipo de combustível — sem necessidade de intervenção do piloto.
Vale destacar que a velocidade máxima da CB 300R ficava na casa dos 140-145 km/h indicados — número respeitável para a categoria. No 0 a 100 km/h, os testes da época registravam algo entre 9 e 10 segundos, suficiente para deslocamentos urbanos com sobra e ultrapassagens seguras em rodovias de pista simples.
Suspensão e freios
Aqui mora o ponto fraco mais evidente da CB 300R. A suspensão dianteira convencional (garfo telescópico sem ajustes) com apenas 130 mm de curso era adequada para o uso urbano, mas em estradas esburacadas deixava a desejar. A traseira Pro-Link compensava parcialmente, mas o conjunto nunca foi o forte da moto.
Os freios a disco em ambas as rodas (296 mm na dianteira, 220 mm na traseira) ofereciam boa capacidade de frenagem para o peso e a velocidade da moto. Versões mais recentes com CBS (frenagem combinada) melhoraram a segurança, distribuindo a força entre as rodas automaticamente. A ausência total de ABS em qualquer versão, porém, é uma limitação real — especialmente em piso molhado.
Consumo real
| Condição | Gasolina | Etanol |
|---|---|---|
| Cidade | ~25 km/L | ~18 km/L |
| Estrada | ~30 km/L | ~22 km/L |
| Misto | ~27 km/L | ~20 km/L |
Com tanque de 13 litros, a autonomia varia de 234 km (etanol, cidade) a 390 km (gasolina, estrada). O tanque relativamente pequeno é um dos pontos fracos da CB 300R — em viagens longas, as paradas para abastecer são mais frequentes do que o ideal. Para efeito de comparação, a Fazer 250 com tanque de 17 litros entrega autonomia superior mesmo com motor menos eficiente.
Ainda assim, o consumo em si é excelente para uma moto de quase 300 cc. No uso diário urbano, com gasolina, é perfeitamente possível rodar uma semana inteira com um único tanque se a quilometragem diária ficar abaixo de 40 km — realidade de muitos commuters.
Preços FIPE — Honda CB 300R por ano
Valores de referência da Tabela FIPE (março/2026). Consulte a FIPE atualizada antes de negociar.
| Ano/Modelo | Versão | Preço FIPE (referência) |
|---|---|---|
| 2015 | CB 300R Flex | R$ 15.000 – R$ 18.000 |
| 2014 | CB 300R Flex | R$ 14.000 – R$ 17.000 |
| 2013 | CB 300R Flex | R$ 13.000 – R$ 16.000 |
| 2012 | CB 300R Flex | R$ 12.000 – R$ 15.000 |
| 2011 | CB 300R | R$ 11.000 – R$ 14.000 |
| 2010 | CB 300R | R$ 10.000 – R$ 13.000 |
| 2009 | CB 300R | R$ 9.000 – R$ 12.000 |
Tendência: A CB 300R é um caso interessante no mercado de usadas. Apesar de descontinuada desde 2016, os preços se mantêm relativamente estáveis — especialmente nos modelos flex (2012-2015), que são os mais procurados. O motor DOHC, que a sucessora CB 250F não herdou, é um dos motivos: muitos compradores preferem a “antiga” 300 à “nova” 250. Antes de fechar negócio, vale consultar a placa para verificar pendências, gravames e histórico de sinistros.
Principais problemas e manutenção
Problemas mais relatados por donos
- Retificador de voltagem queimando: O problema mais famoso (e frustrante) da CB 300R. Especialmente nos modelos 2009-2011, o retificador original tinha vida útil curta e queimava com frequência, podendo danificar a bateria e o sistema elétrico. A solução definitiva é instalar um retificador de melhor qualidade (aftermarket). Custo: R$ 150-300.
- Esticador da corrente de comando desgastado: Causa um barulho de “corrente batendo” ao ligar o motor frio. É mais evidente em motores com alta quilometragem (acima de 40.000 km). Se ignorado, pode causar danos mais sérios ao trem de válvulas. Custo do reparo: R$ 200-350.
- Regulagem de válvulas frequente: O motor DOHC de 4 válvulas exige regulagem a cada 12.000 km — intervalo menor e custo maior do que motos OHC de 2 válvulas da concorrência. É o preço da sofisticação mecânica. Custo: R$ 200-400.
- Vibração excessiva acima de 100 km/h: Retrovisores tremem, mãos formigam. É característica do monocilíndrico de grande cilindrada, não um defeito propriamente dito — mas incomoda em viagens longas.
- Consumo de óleo em motores com alta km: Após 50.000 km, alguns motores começam a consumir óleo entre as trocas. Pode indicar desgaste nos anéis do pistão ou nas guias de válvulas. Vale monitorar o nível regularmente.
- Desgaste do kit relação: Corrente, coroa e pinhão duram em média 20.000-25.000 km. Uso urbano com arrancadas frequentes acelera o desgaste.
- Rolamento da roda traseira com folga prematura: Relatado por vários proprietários, especialmente em motos que pegaram muita chuva ou foram lavadas com jato de pressão na região do cubo traseiro.
Custos de manutenção
| Item | Intervalo | Custo estimado |
|---|---|---|
| Revisão básica (óleo + filtros) | A cada 6.000 km | R$ 150 – R$ 250 |
| Regulagem de válvulas (DOHC) | A cada 12.000 km | R$ 200 – R$ 400 |
| Pneus (par) | A cada 15.000 – 20.000 km | R$ 350 – R$ 600 |
| Kit relação (coroa + pinhão + corrente) | A cada 20.000 – 25.000 km | R$ 130 – R$ 220 |
| Pastilhas de freio (par) | A cada 10.000 – 15.000 km | R$ 50 – R$ 100 |
| Retificador de voltagem | Quando necessário | R$ 150 – R$ 300 |
| Esticador da corrente de comando | Quando necessário (geralmente 40.000+ km) | R$ 200 – R$ 350 |
A manutenção da CB 300R é um pouco mais cara que a de concorrentes como a Fazer 250 por causa do motor DOHC — a regulagem de válvulas, em particular, pesa no bolso. Em compensação, peças Honda são amplamente disponíveis em qualquer canto do Brasil, e a maioria dos mecânicos conhece o motor de olhos fechados. Se você está de olho em uma unidade usada, vale verificar se houve algum recall pendente no modelo desejado.
Pontos fortes e fracos
👍 Pontos fortes
- Motor DOHC 4 válvulas: Mais refinado, potente e de giro mais livre que qualquer concorrente OHC da mesma faixa
- Câmbio de 6 marchas: Exclusividade na categoria — melhor aproveitamento do motor e menor rotação em cruzeiro
- Freio a disco em ambas as rodas: Frenagem segura e consistente, com CBS nas versões mais recentes
- Consumo excelente: Até 30 km/L na estrada com gasolina — economia que impressiona para quase 300 cc
- Posição de pilotagem acessível: Assento a 793 mm, ergonomia neutra — serve para quase qualquer biotipo
- Boa revenda: Modelo descontinuado que mantém valor estável no mercado
- Motor flex (2012+): Flexibilidade de abastecimento sem perda significativa de desempenho
- Confiabilidade Honda: Motor DOHC robusto e bem conhecido — milhares de unidades rodando com alta quilometragem
👎 Pontos fracos
- Suspensão dianteira básica: Garfo convencional sem ajustes e com apenas 130 mm de curso — sofre em estradas ruins
- Sem ABS em nenhuma versão: Uma falha grave para os padrões atuais, especialmente em piso molhado
- Retificador problemático (2009-2011): Problema crônico que exige substituição por peça aftermarket de melhor qualidade
- Regulagem de válvulas mais cara: DOHC 4 válvulas exige manutenção mais frequente e custosa que a concorrência OHC
- Design que envelheceu: O visual que parecia moderno em 2009 não resistiu tão bem ao tempo
- Tanque de apenas 13 litros: Autonomia limitada para viagens longas — paradas frequentes para abastecer
- Vibração em velocidade de cruzeiro: Acima de 100 km/h, retrovisores e guidão vibram visivelmente — incomoda em estrada
Comparativo: CB 300R vs concorrentes
| Especificação | Honda CB 300R | Yamaha Fazer 250 | Honda XRE 300 | Dafra Next 300 |
|---|---|---|---|---|
| Cilindrada | 293,5 cc | 249 cc | 291,6 cc | 278 cc |
| Motor | DOHC 4v | OHC 2v | OHC 2v | DOHC 4v |
| Potência | 25,4 cv | 21 cv | 26,1 cv | 29 cv |
| Câmbio | 6 marchas | 5 marchas | 5 marchas | 6 marchas |
| Peso | 158 kg | 148 kg | 157 kg | 168 kg |
| Tanque | 13 L | 17 L | 13,8 L | 17 L |
| Flex | Sim (2012+) | Sim (2013+) | Sim (2013+) | Não |
| ABS | Não | Não | Não (CBS) | Não |
| Preço usado | R$ 9.000 – R$ 18.000 | R$ 6.500 – R$ 16.500 | R$ 8.500 – R$ 27.000 | R$ 8.000 – R$ 12.000 |
| Vocação | Naked urbana | Naked/sport urbana | Trail mista | Naked esportiva |
Resumo do comparativo:
- Vs Fazer 250: A CB 300R vence em cilindrada, motor (DOHC vs OHC), câmbio (6 vs 5 marchas) e refinamento mecânico. A Fazer é mais leve, tem tanque maior e custa menos no mercado de usadas. Para quem quer o melhor motor da categoria, CB 300R. Para quem quer economia máxima, Fazer 250.
- Vs XRE 300: Compartilham a mesma base mecânica (motor Honda 300), mas a XRE é trail e a CB é naked. A XRE tem suspensão muito superior e versatilidade off-road. A CB 300R tem motor DOHC (vs OHC da XRE), câmbio de 6 marchas e assento mais baixo — ideal para quem roda exclusivamente no asfalto.
- Vs Dafra Next 300: A Next tinha mais potência (29 cv) e motor DOHC competitivo, mas a rede de assistência e a revenda da Dafra nunca se compararam às da Honda. Encontrar peças da Next hoje é um desafio.
Para comparar os preços atualizados de cada modelo, consulte a tabela FIPE.
Para quem a CB 300R é indicada?
Piloto urbano do dia a dia
A CB 300R foi projetada para a cidade e brilha nesse cenário. Posição de pilotagem neutra, assento a 793 mm (acessível para a maioria dos pilotos), motor com torque em baixa rotação para arrancadas no trânsito e consumo de ~25 km/L na cidade. O entre-eixos de 1.385 mm garante estabilidade sem comprometer a manobrabilidade entre carros. Para deslocamento diário, entregas e commute, é difícil encontrar melhor custo-benefício no mercado de usadas.
Primeiro upgrade depois da CG
Se você está saindo de uma CG 150 ou CG 160 e quer mais motor, mais câmbio e mais presença na estrada, a CB 300R é o passo natural. O motor é mais potente, a moto é mais estável em velocidade e o câmbio de 6 marchas faz diferença real. A ergonomia e o peso são parecidos com o que você já conhece — a adaptação é rápida.
Quem quer moto usada confiável e barata
Com preços a partir de R$ 9.000 (modelo 2009), a CB 300R é uma das melhores opções de moto usada no Brasil. Motor Honda com histórico de durabilidade, peças baratas e disponíveis em qualquer lugar, e mecânica amplamente conhecida. Para quem tem orçamento limitado e quer tranquilidade, é uma aposta segura.
Para quem ela NÃO é indicada
Se você pretende fazer viagens longas de estrada com frequência, a vibração acima de 100 km/h e o tanque de apenas 13 litros vão incomodar. Para esse perfil, a XRE 300 é mais adequada — mesma base mecânica, mas com ergonomia e autonomia pensadas para rodar longas distâncias. Se o objetivo é adrenalina e esportividade, a Yamaha MT-03 (321 cc, 42 cv) joga em outra liga — mas também custa o dobro no mercado de usadas. E para quem pretende encarar trilhas ou estradas de terra, a CB 300R simplesmente não foi feita para isso: a suspensão com apenas 130 mm de curso e as rodas de liga leve aro 17 não pertencem ao off-road.
Dicas para comprar uma CB 300R usada
- Consulte o histórico antes de tudo: Consulte a placa para verificar multas pendentes, gravame, restrições judiciais e sinistros. A CB 300R foi muito usada por motoboys e apps de entrega — o histórico conta uma história que o vendedor talvez não conte.
- Priorize modelos flex (2012-2015): Além da versatilidade no abastecimento, as versões flex corrigiram o problema crônico do retificador de voltagem que afetava os modelos 2009-2011. Melhor revenda também.
- Ouça o motor frio: Ligue o motor sem aquecer. Se ouvir um barulho de “corrente batendo” nos primeiros segundos, o esticador da corrente de comando está desgastado. Não é grave, mas custa R$ 200-350 para resolver — negocie o desconto.
- Teste o sistema elétrico: Ligue farol, seta, buzina e freio ao mesmo tempo. Se a luz oscilar ou a bateria der sinais de fraqueza, o retificador pode estar com problema. Peça para medir a voltagem com o motor ligado (deve estar entre 13,5V e 14,5V).
- Verifique o kit relação: Puxe a corrente para trás na parte inferior do balança. Folga excessiva (mais de 3 cm) indica troca necessária. Dentes da coroa “afiados” ou com formato de onda confirmam o desgaste. Negocie R$ 150-220 de desconto.
- Confira a quilometragem real: Compare o hodômetro com o desgaste de pedaleiras, manoplas, assento e discos de freio. CB 300R com 15.000 km no painel mas manoplas lisas e disco fino provavelmente rodou muito mais.
- Desconfie de preço muito abaixo da FIPE: A CB 300R é uma moto muito visada para roubo. Se o preço estiver 20%+ abaixo da tabela sem justificativa clara, investigue o histórico com ainda mais cuidado.
Para mais informações sobre como evitar golpes na compra de motos e carros, confira nosso guia sobre como a consulta de placa ajuda a evitar fraudes.
Veredicto: vale a pena comprar?
Nota: 7,5/10
A Honda CB 300R é uma moto que fez história no Brasil — e que continua fazendo sentido em 2026 como opção de usada. O motor DOHC de 4 válvulas era (e ainda é) o mais sofisticado da sua categoria, o câmbio de 6 marchas dava uma vantagem real sobre a concorrência, e a confiabilidade Honda fala por si.
Ela não é perfeita. A suspensão básica, a ausência de ABS, o tanque pequeno e a vibração em estrada são limitações reais. O retificador problemático dos modelos 2009-2011 é um incômodo que a Honda deveria ter resolvido de fábrica. E o design, que parecia moderno no lançamento, envelheceu visivelmente.
Mas no contexto do mercado de motos usadas no Brasil, pouquíssimas opções entregam o que a CB 300R entrega por R$ 9.000-18.000. Motor refinado, manutenção barata, peças em qualquer esquina e uma base instalada gigantesca que garante suporte mecânico em todo o país.
Se você busca uma naked confiável para o uso urbano, como primeiro upgrade de uma CG ou simplesmente como moto de trabalho que não vai te deixar na mão, a CB 300R merece estar no topo da sua lista. Só não espere dela o que ela não é: uma moto de estrada ou uma esportiva. Dentro da sua proposta, ela cumpre — e cumpre bem.
Uma dica final: antes de fechar qualquer negócio, consulte a placa do veículo para garantir que não há pendências ocultas. A CB 300R foi uma das motos mais populares do Brasil durante anos, o que significa que o mercado de usadas é grande — mas também que é preciso separar as unidades bem cuidadas das que foram usadas até o limite.
Perguntas frequentes sobre a Honda CB 300R
Qual o consumo real da Honda CB 300R?
O consumo real varia entre 25 km/L na cidade e 30 km/L na estrada com gasolina. Com etanol, espere cerca de 18 km/L na cidade e 22 km/L na estrada. A autonomia com tanque cheio (13 L) fica entre 234 km (etanol, cidade) e 390 km (gasolina, estrada).
A CB 300R flex é melhor que a versão só gasolina?
Sim, por dois motivos. Primeiro, a versão flex (2012-2015) corrigiu problemas elétricos dos modelos anteriores, incluindo o retificador de voltagem. Segundo, a flexibilidade de combustível é prática — você abastece com o que estiver mais barato na região. A potência com etanol (25,4 cv) é ligeiramente superior à da gasolina (23,7 cv).
Quais os principais problemas da Honda CB 300R?
Os mais comuns são: retificador de voltagem queimando (modelos 2009-2011), esticador da corrente de comando desgastado (barulho ao ligar frio), regulagem de válvulas frequente (a cada 12.000 km), vibração acima de 100 km/h e consumo de óleo em motores com alta quilometragem. Nenhum é catastrófico, mas todos exigem atenção.
CB 300R ou Fazer 250: qual é melhor?
Depende da prioridade. A CB 300R tem motor superior (DOHC vs OHC), mais cilindrada e câmbio de 6 marchas — é a melhor moto mecanicamente. A Fazer 250 é mais leve, tem tanque maior (17 L), manutenção mais simples e custa menos no mercado de usadas. Para pilotar no asfalto com prazer, CB 300R. Para economia máxima e praticidade, Fazer 250.
A Honda CB 300R serve para viagem?
Serve, com ressalvas. O motor tem fôlego para estrada e o consumo é bom, mas o tanque de 13 litros limita a autonomia e a vibração acima de 100 km/h cansa em trechos longos. Para viagens ocasionais de 200-300 km, funciona. Para viagens longas e frequentes, a XRE 300 é mais indicada.
Quanto custa a manutenção da CB 300R?
A revisão básica (óleo + filtros) custa entre R$ 150 e R$ 250 a cada 6.000 km. A regulagem de válvulas (DOHC) sai entre R$ 200 e R$ 400 a cada 12.000 km — esse é o item que encarece a manutenção em relação a motos OHC. No geral, é uma moto barata de manter graças à ampla disponibilidade de peças Honda.
A CB 300R é boa para iniciantes?
Sim, é uma das melhores opções. O motor é dócil em baixa rotação, a posição de pilotagem é confortável e o assento a 793 mm é acessível para a maioria dos pilotos. O peso de 158 kg é administrável. A única ressalva é a ausência de ABS — pilotos iniciantes devem redobrar a atenção em piso molhado e investir em um bom curso de pilotagem.
Por que a Honda descontinuou a CB 300R?
A Honda substituiu a CB 300R pela CB 250F Twister em 2016, adotando um motor OHC de 250 cc mais simples e barato de produzir. A decisão foi polêmica entre os entusiastas, que consideravam o motor DOHC de 300 cc superior. A troca refletiu uma estratégia de redução de custos e reposicionamento de preço — a CB 250F chegou mais acessível, mas mecanicamente inferior à antecessora.
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