O Feirão AutoShow vai voltar ao Sambódromo, em São Paulo, no dia 12 de abril. A entrada será gratuita para visitantes, mas o estacionamento terá cobrança.
E o evento tenta reforçar um formato que ainda mexe com o mercado de usados: ver, negociar e fechar negócio na hora.
Retorno ao Distrito Anhembi com data, horário e cobrança definida
O evento será realizado aos domingos, das 7h às 13h, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista. Para quem vai de carro, o estacionamento custará R$ 30. Para motos, a taxa será de R$ 15.
Do lado dos expositores, a tabela também já está definida. Carros de até R$ 35 mil pagam R$ 95. Acima desse valor, a taxa sobe para R$ 164. É uma conta que mostra onde o feirão quer jogar: volume alto, giro rápido e carro de entrada ou seminovo popular.
O AutoShow informa que reúne cerca de 1.200 veículos e 3.000 visitantes por domingo em São Paulo. Somando a operação no Shopping ABC, o número sobe para 1.500 veículos e mais de 5.000 pessoas por semana. Não é pouca coisa.

Como funciona a nova fase do feirão
O modelo continua sendo o mesmo que fez o AutoShow ganhar espaço: o dono expõe o carro, o comprador compara opções no mesmo lugar e a negociação acontece de forma direta.
Isso reduz tempo. E, para muita gente, vale mais do que ficar semanas anunciando na internet.
O evento também aposta em três parceiros para dar mais segurança à compra. A SuperVisão entra com vistorias técnicas. A AutoXperts oferece consultoria gratuita de precificação. Já o AutoShow Conecta faz a ponte com mais de 30 mil revendedores credenciados em leilão ao vivo.
Na prática, isso tenta responder a uma dor antiga do mercado de usados: preço fora da realidade. Quem anuncia carro muito acima da média fica parado. Quem precifica bem gira rápido. E o feirão quer se vender justamente como esse filtro.

Por que a volta ao Sambódromo importa
O retorno ao Sambódromo tem peso simbólico. O AutoShow nasceu e cresceu nessa região, então voltar ao Distrito Anhembi ajuda a reforçar identidade. Não é só endereço. É memória de mercado.
Também existe um ponto prático. Feirão presencial ainda atrai quem quer tocar no carro, abrir o porta-malas, ver pintura de perto e checar sinais de uso. Marketplace ajuda. Mas não substitui o olho do comprador quando a compra é emocional e cara.
O cenário de juros ainda altos também ajuda esse tipo de evento. Quando o financiamento aperta, o seminovo ganha espaço. E o feirão vira vitrine de troca rápida, principalmente para quem quer vender antes de partir para outro carro.
Valores para visitantes e expositores
| Público | Valor | Condição |
|---|---|---|
| Visitantes | Gratuito | Entrada liberada aos domingos |
| Estacionamento de motos | R$ 15 | Pagamento no local |
| Estacionamento de carros | R$ 30 | Pagamento no local |
| Expositores com carro até R$ 35 mil | R$ 95 | Taxa por veículo |
| Expositores com carro acima de R$ 35 mil | R$ 164 | Taxa por veículo |
Esses números ajudam a entender o posicionamento do evento. O custo para expor não é baixo, mas também não parece fora da realidade de um canal que promete visibilidade imediata e negociação presencial.

Feirão presencial ainda compete com a internet
Compete, sim. Mas de outro jeito. O marketplace online entrega alcance maior. Já o feirão entrega contato direto, checagem visual e fechamento rápido. Para quem vende carro popular ou seminovo de giro fácil, isso faz diferença.
O feirão também conversa com quem desconfia de anúncio digital. Foto bonita não resolve tudo. Tem carro com pintura remendada, quilometragem suspeita e documentação enrolada.
Antes de fechar negócio, consulte o histórico do veículo pela placa. Isso pode evitar dor de cabeça.
Se a compra for mesmo para sair andando no mesmo dia, vale redobrar a atenção com documento, chassi e CRLV. Um carro barato demais pode esconder sinistro, passagem por leilão ou gravame. E aí o barato sai caro.
Para quem quer comparar canais, já publicamos aqui no Verificar Auto um guia sobre comprar carro em loja, feirão ou locadora. Também vale entender a diferença entre produção local e estratégia de marca, porque o mercado brasileiro está mudando rápido.
Se a ideia é checar custos de um usado antes de ir ao evento, a consulta de FIPE e a leitura de IPVA ajudam a evitar preço inflado.
E, para quem vai financiar, conferir a situação no portal oficial do governo para consulta de veículos é um passo básico.
O que o comprador precisa observar no local
O primeiro filtro é simples: documentação. Depois, vem vistoria, pneus, sinais de batida e funcionamento de itens elétricos. Em feirão, o carro parece bom sob sol forte. Mas um teste curto já entrega ruído de suspensão, embreagem cansada ou motor irregular.
Outro ponto é preço. O evento promete consultoria de precificação, mas o comprador precisa comparar com a média de mercado. Se o carro estiver acima da FIPE sem justificativa clara, não faz sentido pagar mais só pela praticidade.
Também ajuda chegar cedo. A movimentação começa às 7h e termina às 13h. Quem vai tarde encontra menos oferta e mais gente disputando os carros mais procurados, principalmente hatches, sedãs compactos e SUVs de entrada.
Perguntas frequentes
Quando o Feirão AutoShow volta ao Sambódromo?
O retorno está marcado para 12 de abril, com funcionamento aos domingos, das 7h às 13h.
Quanto custa entrar no Feirão AutoShow?
A entrada para visitantes será gratuita. O que muda é o estacionamento, cobrado à parte.
Quanto custa estacionar no evento?
O estacionamento será de R$ 15 para motos e R$ 30 para carros.
Quanto paga o expositor para anunciar o carro?
Carros de até R$ 35 mil pagam R$ 95. Acima desse valor, a taxa sobe para R$ 164.
O feirão ainda vale como canal de compra?
Vale para quem quer negociar presencialmente e comparar muitos carros no mesmo lugar. Mas a checagem documental continua obrigatória.
O retorno ao Sambódromo recoloca o AutoShow no endereço mais tradicional do evento e reforça um tipo de compra que ainda tem público em São Paulo.
Para quem quer vender rápido, pode fazer sentido. Para quem quer comprar, o desconto só vale se vier com documento limpo e preço bem amarrado.

