A BYD vai colocar um conversível elétrico de 1.014 cv para brigar com Porsche 911 Cabriolet, Mercedes SL e Ferrari Roma Spider. Ele se chama Denza Z, marca premium do grupo chinês, e tem estreia confirmada no Brasil ainda em 2026.
Os números chamam atenção: três motores elétricos, tração integral inteligente, bateria Blade Battery 2.0 e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos. É o tipo de cifra que, até pouco tempo, só aparecia em hipercarros europeus.
A apresentação europeia está marcada para o Festival de Goodwood, em julho de 2026. Antes mesmo da venda na China começar, o roadster vai parar em pé no asfalto britânico para mostrar para o mundo o que a BYD entende por luxo elétrico.
Ficha técnica
| Item | Especificação |
|---|---|
| Potência combinada | 1.014 cv (~746 kW) |
| Motores | 3 elétricos (sistema E3 / Yi Sanfang) |
| Tração | Integral inteligente |
| Bateria | Blade Battery 2.0 (LFP) |
| 0-100 km/h | Menos de 2 segundos |
| Autonomia | Até 599 km WLTP (estimada, base Z9 GT) |
| Recarga | Flash Charging 2.0 — até 5 minutos |
| Suspensão | DiSus-M magnetorreológica preditiva |
| Carroceria | Conversível 2+2 com capota retrátil de tecido |
| Construção | Fibra de carbono (carroceria e bancos) |
| Designer | Wolfgang Egger (ex-Audi e Alfa Romeo) |
| Estreia europeia | Festival de Goodwood — julho/2026 |
| Lançamento Brasil | 2º semestre de 2026 |
| Preço Brasil | Não divulgado |

Denza Z: o conversível elétrico que mira o 911 Cabriolet
O Denza Z é o terceiro pilar de uma família que já conta com o sedã GT e a versão de pista. O conversível 2+2 nasce com a missão de invadir o território onde a Porsche reina há décadas: drop-tops esportivos com pegada premium.
O alvo é claro. Concorrentes diretos no papel são Porsche 911 Turbo S em versão Cabriolet, Mercedes SL, Bentley Continental GTC, Ferrari Roma Spider e o britânico MG Cyberster, que também aposta na proposta elétrica a céu aberto.
A diferença está na conta. Na China, a estimativa de preço fica entre 400 e 500 mil yuans — algo como US$ 58.600 a US$ 73.200. É menos de um terço do que custa um 911 Cabriolet equipado.
Plataforma e3, Blade Battery 2.0 e suspensão DiSus-M
O coração do roadster é a arquitetura E3, sistema de tração inteligente que combina três motores elétricos. Um na dianteira e dois traseiros, controlados de forma independente roda a roda.
Esse desenho permite vetorização de torque por software, manobras de tank turn — em que o carro gira sobre o próprio eixo — e respostas em milissegundos no acelerador. É o mesmo princípio do hipercarro Yangwang U9, primo de luxo do Denza Z.
A bateria Blade Battery 2.0 da BYD é do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato). No novo padrão Flash Charging 2.0, a recarga pode acontecer em até 5 minutos em estações compatíveis. A capacidade exata do roadster ainda não foi confirmada, mas o irmão Z9 GT EV usa pacote de 100,1 kWh.
A suspensão é o sistema DiSus-M, com fluido magnetorreológico e leitura preditiva do piso por câmera. Cada amortecedor recalcula a rigidez antes mesmo de a roda passar pelo obstáculo.

Wolfgang Egger e o design 2+2 em fibra de carbono
O traço vem de Wolfgang Egger, designer italiano que comandou a estética da Audi e da Alfa Romeo antes de assumir a direção global de design da BYD. É dele a linguagem afiada que separa Denza, Yangwang e a marca-mãe.
O Denza Z é um 2+2: dois lugares na frente, espaço apertado para passageiros eventuais atrás. A capota é de tecido retrátil — o tradicional drop-top — e a carroceria mistura painéis de fibra de carbono para cortar peso.
Os bancos também são em fibra de carbono. É o tipo de detalhe que a Porsche cobra como opcional caro nos GT3 e que a BYD coloca de série para mostrar a que veio no segmento de luxo.
Além do conversível, a Denza vai oferecer o Z em versões coupé e track. A última será a configuração focada em circuito, com aerodinâmica reforçada e ajuste mais agressivo da suspensão DiSus-M.
Estreia em Goodwood antes da China — e Brasil ainda em 2026
A escolha do Festival de Goodwood, em julho de 2026, não é casual. O evento britânico vira o palco preferido das marcas chinesas premium para se apresentar ao público europeu antes de qualquer salão tradicional.
A homologação da Denza inclui voltas no Nordschleife, o lendário circuito alemão de Nürburgring. O acerto de chassi feito ali serve como certificado informal para o mercado europeu, que ainda olha com desconfiança para esportivos elétricos chineses.
No Brasil, a chegada está prevista para o segundo semestre de 2026, junto com a expansão da rede de carregadores ultrarrápidos da BYD. O preço local não foi divulgado e a configuração brasileira ainda não foi confirmada.
Vai ser o primeiro elétrico de alta performance vendido oficialmente por uma fabricante chinesa por aqui — e o primeiro zero emissões a brigar de frente com cabriolets europeus tradicionais. Para quem quiser entender melhor o pacote técnico antes da chegada, vale acompanhar também o avanço do sistema de tração integral elétrica e como ele se diferencia do AWD mecânico.
Outro lançamento que ajuda a dimensionar o momento é o Porsche Cayenne Coupé Electric de 1.156 cv, que mostra como o segmento premium elétrico passou a brigar em outra liga. O Denza Z entra nessa conversa pela porta da frente, com motor a céu aberto.

